quinta-feira, 7 de maio de 2015
Vídeo: Estrada Real da Bahia
quinta-feira, 2 de abril de 2015
IPHAN realizará vistoria em casarão de Rio de Contas
quarta-feira, 1 de abril de 2015
Assalto ao Banco do Brasil foi destaque no Jornal Nacional
terça-feira, 31 de março de 2015
Grupo armado explode agência do Banco do Brasil de Rio de Contas
Imóvel tinha mais de 200 anos e era considerado patrimônio histórico nacional.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
Tradição e fé na Festa de Corpus Christi em Rio de Contas
Fotos: Manu Dias e Sayonara Pinto
Fonte: Ascom – IPHAN - BA
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Construções centenárias em Rio de Contas recebem intervenções de R$ 2,5 milhões do IPHAN
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Arquivo Público de Caetité lança site em parceria com professores da UNEB
"Rio de Contas tem um Arquivo Público muito rico. Em nossa cidade ainda é muito comum as universidades efetuarem pesquisas e aulas de campo. Está na hora das universidades e poder público se unirem em prol de um retorno social e local dessas pesquisas. Precisamos que a cidade seja beneficiada pelos projetos de pesquisa e extensão. Espera-se também que o ensino chegue em breve."
terça-feira, 2 de julho de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Nova versão da "Nega do Zofir" é colocada sobre a Serra das Almas
sábado, 1 de setembro de 2012
Lançamento do livro Alforrias em Rio de Contas – Bahia (Século XIX)
Kátia Lorena Novais Almeida
terça-feira, 31 de julho de 2012
Conheça a biografia de Esther Trindade Serra
sexta-feira, 20 de julho de 2012
IPHAN assina convênios para recuperação de imóveis privados na Chapada Diamantina
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Autobiografia do maestro Esaú Pinto

O mestre de música Esaú Pinto é filho prodígio da cidade de Rio de Contas, situada na Chapada Diamantina, a 748 Km de Salvador. Tradicional lavra de ouro e diamantes a cidade guarda a lembrança dos anos prósperos: a bela arquitetura das casas, a cadeia e a igreja de Senhora Santana, um prédio inacabado, mas raríssimo em seu estilo com três naves e capela-mor. São famosos também seus artesãos e músicos.
O mestre Esaú dividia suas atividades entre a música e a profissão de farmacêutico, aviador de fórmulas. Regeu bandas em sua cidade, outras na sua região até Minas Gerais. Faleceu em 1985, a bordo de um ônibus entre Rio de Contas e Salvador, trazendo inclusive o depoimento que se segue, em manuscrito.
A leitura desta autobiografia nos permite conhecer um pouco da formação de um músico no interior, nomes de bandas e pessoas e até episódios históricos de projeção maior, como a passagem da coluna Prestes pela Chapada Diamantina. Enquanto compositor suas principais obras foram os dobrados “Gilson”, “Luiz Pinto” e “Paulo e Junior”, dedicados aos seus netos, além da valsa “Lina” e do bolero “Sonhos de Primavera”.
É com extrema felicidade que vejo ser publicada a história deste que foi pessoalmente um amigo, cujas obras por várias vezes executamos com a oficina de frevos e dobrados.
Fred Dantas
Esaú Pinto (autobiografia)Eu, Esaú Pinto, nascido em dezoito de dezembro de mil novecentos e onze. Com a idade de oito anos freqüentei a escola primária, mas não fui feliz para continuar, pois morreu meu pai, e nós uma família muito pobre. Fui forçado a abandonar as aulas para trabalhar para defender o pão, não foi possível aprender quase nada, pois era só um professor para cento e quarenta alunos, eu ficava sempre na traseira pedindo àqueles alunos mais adiantados para me ensinar as lições.
Em mil novecentos e vinte e um, um velho músico que existia aqui convidou meu irmão mais velho, Antônio, para ensinar as primeiras lições de música, essas aulas não eram em lugar próprio para esse fim e sim na calçada do passeio da residência desse velho, pois existia no local uns degraus altos e, era ali naquele local que meu irmão ia solfejar essas primeiras lições, eu gostava muito de música, ficava assistindo com muito interesse, como o velho notou que eu estava com muita vontade de aprender ele me falou: - vamos ver se você solfeja essas primeiras lições, e eu, com muita coragem solfejei aquelas primeiras seis lições, como sejam breve, semibreve, mínima, semínima, colcheia e semicolcheia .
Ele me falou, bom como você está com muita vontade de tocar, eu tenho um trombone velho, vou lhe dar para você aprender a escala, depois você vai praticando nas partituras, o instrumento era daqueles verticais que se usava antigamente, era francês, e mesmo velho e colado de cera de abelha era afinado, eu fui tocando junto com os outros sem conhecer quase nada de música, era tudo de ouvido, e assim aconteceu quando veio a festa do Primeiro Centenário da Independência em mil novecentos e vinte e dois, eu já tocava junto com os outros, já no ano seguinte, surgiu um terno de Reis na casa do Juiz de Direito da Comarca Dr. Nelson Dórea.
Como aqueles assistentes notaram que eu estava com o instrumento naquelas condições, um deles me chamou e falou comigo, vou fazer uma vaca para arranjar dinheiro a fim de comprar um instrumento novo para você, e combinou com os outros, arranjaram dinheiro na quantia de duzentos e quarenta mil réis, foi quanto custou o bombardino que me ofereceram, este eu conservo até o fim da minha vida com muito ciúmes, pois ele me faz lembrar daquele tempo que eu fazia dele tudo que queria.
Em mil novecentos e vinte e quatro surgiu o mestre Alexandre Ramos Braga, músico aposentado do Primeiro Corpo da Bahia, no tempo do Maestro Wanderley, este mestre deixava pra mim todos os solos das músicas executadas, inclusive da Sinfonia “O Guarani”, que executávamos quase com perfeição, isso na Filarmônica Guarani, contando com mais ou menos vinte músicos, infelizmente esse mestre sofreu um derrame, morrendo instantaneamente.
Em mil novecentos e vinte e seis, com a morte do mestre, aqueles músicos já velhos, não sei porque, resolveram me botar como regente da banda, e eu com muito orgulho aceitei. Nessa ocasião existiam duas bandas de música em Rio de Contas, Guarani da qual eu era o regente, e Lira dos Artistas, na regência do Sr. Juvenal Cândido Oliveira, era uma grande política entre elas, pois cada qual procurava meios para fazer melhor. Também neste mesmo ano, quando da passagem dos revoltosos (Coluna Prestes) por esta cidade, atrás deles vinha a Força Gaúcha em perseguição aos mesmos, e aqui permaneceram uns trinta dias. No meio deles tinha três músicos, um sargento, um cabo e um soldado.
Falaram de mim com eles e os mesmos convidaram-me para tocar com eles e todas as noites nós tocávamos, havia um tenente chamado Alvino que gostava muito de música, este era meu protetor, todos os dias quando terminavam as farras, ele ia me levar em casa, e o mesmo me convidou para ir com eles para o Rio Grande do Sul, e eu, aceitei, mas quando falei com minha mãe e irmãos, todos eles se revoltaram e não deixaram que eu fosse.
Em mil novecentos e vinte e sete quando o governador Góes Calmon foi visitar a cidade de Caetité, fomos convidados para fazer uma recepção ao mesmo, nós fomos e fizemos tudo para agradar aos recepcionistas, saímo-nos muito bem, até fui levado nos braços para onde estava hospedado. Neste mesmo ano fui convidado para reger uma pequena Filarmônica perto de minha cidade num lugar por nome Mato Grosso, eu contratei com os mesmos e ia lá dar ensaios dois dias na semana, logo surgiu contrato para outro local chamado Furna (hoje Arapiranga) distrito de Rio de Contas, também aceitei ficando responsável pela regência de três bandas, a Guarani, em Rio de Contas, Lira Santo Antônio, em Mato Grosso, e a Lira São Bernardo, em Arapiranga.
Veio uma seca muito forte no sertão arruinando muito, e eu fui dispensado dos dois contratos, fiquei somente com a Guarani, da qual não recebia nenhum dinheiro. No mês de abril de mil novecentos e trinta e quatro tive convite do Sr. José Cangussú, prefeito de Espinosa, no Estado de Minas Gerais, para reger a Filarmônica local, segui viagem em oito de maio seguinte. Lá me casei no dia oito de junho de mil novecentos e trinta e seis. Ganhei meu primeiro filho em quatorze de setembro de mil novecentos e trinta e oito, permaneci lá até o ano de mil novecentos e trinta e nove, quando surgiu outra seca, havia um atraso no meu pagamento (ordenado), e resolvi voltar para o meu Rio de Contas.
Viajei de volta no dia doze de maio do mesmo ano. Em setembro fui convidado a ir a Piatã a fim de reger a Filarmônica Bonjesuense, segui viagem para este local no dia dezoito do mesmo mês. Lá nasceram três dos meus filhos, permaneci até abril de quarenta e quatro, quando fui convidado para reger a Filarmônica de Católes (distrito de Piatã, hoje distrito de Abaíra) com melhores vantagens, segui viagem em vinte e cinco do mesmo mês abril, lá nasceram mais dois filhos. Nessa Vila, eu era regente de banda local, e comerciante de produtos farmacêuticos, quando surgiu em Rio de Contas uma farmácia disposta à venda, eu arranjei sócio e fiz o negócio com o dono da farmácia, seguindo viagem em vinte e oito de abril de quarenta e oito. Aí fui dar assistência à Lira dos Artistas que era minha rival até mil novecentos e trinta e quatro, quando fui forçado a deixar minha terra em busca de um meio melhor der vida.
Com minha saída para Espinosa, a Guarani foi desaparecendo, não existindo desde o ano de trinta e oito. Em Rio de Contas, nasceu mais um filho em cinco de julho de mil novecentos e quarenta e oito. Em quarenta e nove comprei a parte da farmácia do meu sócio, continuando no comércio, em vinte de dezembro do mesmo ano nasceu a última filha da minha primeira mulher, que infelizmente desapareceu falecendo em vinte e oito de janeiro de cinqüenta e dois. Eu fiquei tão desorientado que abandonei a música por algum tempo, pois estava com oito filhos menores sem ter a assistência da mãe, e eu que estava à frente de tudo, no lugar de pai e mãe, mas com o tempo foi melhorando aquela situação, porque não dizer aquela paixão que descontrolava toda minha vida, quando surgiu uma moça quase da minha idade (Lyra de Castro Trindade) uma pessoa muito fina, uma santa disposta a casar comigo, eu aceitei, pois precisava de uma pessoa que zelasse pelos meus filhos como se fosse mãe.
Assim aconteceu, me casando pela segunda vez, no dia vinte e quatro de fevereiro de mil novecentos e cinqüenta e quatro, nessa ocasião já voltava a vontade de continuar com a música. Já em quatro de novembro de cinqüenta e seis nascia meu primeiro filho da segunda mulher, em seguida em quinze de março de cinqüenta e oito, nascia a segunda filha (Ana Maria) que é a que mora comigo, me zelando da melhor forma possível que um filho pode fazer por um pai, depois em vinte e sete de abril de cinqüenta e nove nasceu meu último filho no total de onze, que me orgulho tanto em possuir filhos tão bons, e que adoro tanto.
Assim foram se passando os anos, eu sempre à frente da regência da Lira dos Artistas, isso sem nenhum ordenado ou interesse de dinheiro, pois faço tudo que me é possível, até gastando dinheiro do meu próprio bolso para mantê-la. Hoje sou aposentado no comércio pelo INPS, estou feliz, pois ganho o suficiente para viver como pobre, não pensando mais nas dificuldades que vivi na minha mocidade, para dar alimentação e a educação que me foi possível aos meus filhos.
Outrossim, em mil novecentos e setenta e seis quando casou Ana Maria, minha mulher adoeceu, sofrendo mais de três anos e eu fiz de tudo que possível para lhe dar saúde, tudo em vão, quando Deus a chamou no dia vinte e quatro de setembro de setenta e nove. Assim vou vivendo pedindo a Deus vida e saúde para continuar com a música até o fim da minha vida.
Rio de Contas, 12 de agosto de 1985.
Esaú Pinto
sábado, 3 de dezembro de 2011
terça-feira, 15 de novembro de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Iphan entrega obras da Igreja de Santana em Rio de Contas e do Cemitério de Santa Isabel em Mucugê.
Foram investidos recursos do PAC das Cidades Históricas, na ordem de R$ 650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais) em Rio de Contas, e na ordem de R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais) em Mucugê.
Na primeira intervenção foram realizados principalmente os serviços de substituição de cobertura, revisão geral da estrutura do telhado, revisão de instalações, reforço de alvenarias e estruturas, construção de anexo com espaços de apoio, urbanização do entorno imediato e adequação à legislação de acessibilidade universal, etc.
Já no Cemitério de Santa Isabel, foram executados serviços de revisão de instalação elétrica, construção de mausoléus em gavetas, limpeza geral, paisagismo, pintura e recomposição de alvenarias e adornos, etc.
A Igreja de Santana, Rio de Contas
A igreja de Santana além de integrar o Conjunto Arquitetônico protegido de Rio de Contas, foi tombada individualmente pelo IPHAN em 1958 através do processo nº 0446-T, sob a inscrição nº 325 do Livro Histórico.
Trata-se de monumento da primeira metade do século XVIII, assim descrita no processo de tombamento “recuada em relação às edificações vizinhas e precedida por um adro que se articula com sua nave por ampla escadaria. Em alvenaria de pedra, nunca chegou a ser concluída, tendo suas obras paralisadas, em torno de 1850, devido ao êxodo da população local para outra região mineira. Sua composição adota raro partido, com três naves e capela-mor que se comunica com as sacristias que lhe são justapostas, através de arcos. No fundo da capela-mor, janelas altas conferem-lhe uma característica especial. É possível que este modelo tenha sido trazido à região pelos mineiros que aí chegaram no período do ciclo diamantífero. Naves laterais e torres não ultrapassam o nível do térreo e, ao que tudo indica, seriam as primeiras recobertas por galerias. Seu frontispício apresenta três portas de acesso em arco pleno, superpostos por janelas rasgadas de igual número, sendo encimada por frontão recortado e pináculos que coroam os cunhais. Seus muros em alvenaria de pedra não são rebocados, exceção feita ao frontão e trecho superior da fachada”.
O Cemitério de Santa Isabel, Mucugê
Integrante do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico, tombado em 1980 através do processo nº 0974-T-78, inscrito no Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico sob o nº 081, assim descrito “o cemitério de Santa Isabel implanta-se na encosta rochosa da Serra do Sincorá, a noroeste da cidade de Mucugê. Sua construção foi iniciada em 1854, pela Câmara Municipal e concluída em 1886, quando uma epidemia assola a Vila. A escolha deste sítio deveu-se, provavelmente, à existência de terrenos planos fáceis de escavar e próximos da cidade. O cemitério está dividido em duas partes: uma plana, murada, situada sobre os terrenos de aluvião do vale onde estão as covas rasas e a outra, constituída por um conjunto de mausoléus implantado sobre a encosta rochosa da serra. Os mausoléus brotam da rocha nua, como a vegetação, numa integração similar às "locas" ou "tocas", habitação dos garimpeiros que na região se instalavam. O arranjo paisagístico integra os mausoléus, como forma, à rocha em decomposição, concorrendo para tal os elementos arquitetônicos empregados. A distinção é promovida pela cor dos mausoléus, constituídos em pedra e/ou tijolos, revestidos de reboco, caiados. Muitos terminam em arcos ornamentais, coroados quase sempre por pináculos; outros tantos são miniaturas de igrejas e capelas”.
Ainda na Chapada Diamantina, encontram-se em fase de contratação as obras de Conservação do Cemitério e Igreja de São Sebastião, com previsão de investimento de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais); da Praça do Mercado, com previsão de investimento de R$ 100.000,00 (cem mil reais), ambos em Andaraí, distrito de Igatú; e dos serviços de Restauração dos Bens Móveis e Integrados da Igreja do Santíssimo Sacramento, em Rio de Contas, com investimentos previstos na ordem de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), intervenções estas objeto dos Acordos de Preservação do Patrimônio Cultural – APPC do PAC das Cidades Históricas, a serem executados ainda no ano de 2011.
Com informações da Assessoria de Comunicação do IPHAN
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Monumento nacional, Rio de Contas, ganha website via edital do IPAC
Localizada no centro-sul baiano, na região da Chapada Diamantina, a cidade de Rio de Contas, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Monumento Nacional, desde 1980, agrega agora sua visibilidade histórica às novas tecnologias digitais, graças a um website especial. Trata-se de mais um projeto vencedor dos editais do Governo do Estado, via Secretaria de Cultura, que o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) oferece para 417 municípios baianos.
“Os editais permitem que a sociedade civil proponha projetos efetivos em defesa do patrimônio, participando qualquer edificação ou manifestação cultural que seja reconhecida oficialmente pela União, Estado ou Municípios onde estejam inseridas”, afirma o diretor geral do IPAC, Frederico Mendonça. Ele relata que de 2008 a 2010 o IPAC já executa 73 projetos com investimento de R$ 2 milhões do Fundo de Cultura da Bahia.
O website da cidade de Rio de Contas que tem animação e sistema 3D (três dimensões) foi aprovado através do edital do IPAC n°14/2010 de Apoio a Projetos de Valorização do Patrimônio. “É o resultado de dois anos de pesquisa acadêmica na área de conservação e restauro, realizada no Programa de Pós Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia”, explica o idealizador e coordenador do projeto, mestre em Arquitetura e professor universitário Fabiano Mikalauskas.
A pesquisa discute a documentação arquitetônica de sítios histórico-culturais, utilizando tecnologias digitais. A previsão é que o website esteja no ar até o final deste mês (junho, 2011). O website sobre o acervo de Rio de Contas é constituído de base de dados multimídia digital com fotografias antigas e contemporâneas, croquis cortados de fachadas e monumentos, depoimentos de personagens locais, modelos em 3D de imóveis tombados e das paisagens do município.
A navegação no website será por meio de mapa interativo do Rio de Contas, urbe criada pela Provisão do Reino de Portugal em 1745, como a primeira cidade planejada do Brasil. Ela preserva traçado urbanístico antigo, praças e ruas amplas, igrejas barrocas, monumentos públicos e religiosos em pedra e casario em adobe. “O objetivo é não divulgar apenas a herança, patrimônio histórico e arquitetônico, mas proporcionar interação entre o município, pesquisadores, gestores públicos e interessados”, conclui Mikalauskas.
Além de conter informações sobre o município, o website coletará informações. Ao se cadastrar o usuário poderá contribuir enviando documentos e dados. O acesso se dá através do www.acervoriodecontas.ufba.br. Confira os editais e as ações do IPAC no www.ipac.ba.gov.br.
FOTOS anexas e no Flickr/SecultBA: http://www.flickr.com/photos/secultba/sets/72157626752191296/
Crédito Fotográfico obrigatório: Lei nº 9610/98
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Patrimônio Histórico está sendo recuperado pelo IPHAN
Uma dessas edificações, a Igreja de Nossa Senhora Santana, está sendo revitalizada pelo Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que aos poucos reconstroem locais de importância histórica.A Igreja, que está situada à Rua Álvaro Dantas, teve a sua construção iniciada na primeira metade do século XIX. Construída pelos escravos, usando pedras sobre pedras que permaneceram nuas, sem acabamento, como a demonstrar a todos a perfeição do trabalho desenvolvido àquela época.
O Templo possui três naves e uma capela-mor, constituindo uma obra completamente rústica. É cercada por janelas ao alto e em derredor de toda a sua construção. Suas obras foram interrompidas por volta de 1850, com a crise da exploração das minas de ouro do município, ficando a Igreja inacabada e sem teto. Mesmo assim, isso não impedia que se celebrassem os atos litúrgicos em seu interior. Havia missas, novenas, casamentos e batizados... Muitas vezes os fiéis passavam frio e tomavam chuva durante as celebrações. Somente em 1957 foi construída uma cobertura de telha-vã, que até hoje é conservada.
A redação do L12 foi até Rio de Contas e falou diretamente com o Sr. Fernando Pinto, responsável pela da obra.







