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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Chapada Diamantina se especializa na produção de alimentos orgânicos


Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil já ocupa posição de destaque na produção mundial de orgânicos. Com alimentos de melhor qualidade e, consequentemente, mais nutritivos, esse sistema de cultivo tem sido a melhor opção para garantir a preservação do equilíbrio ambiental e a saúde de produtores e consumidores. Dispensando o uso de fertilizantes sintéticos, agrotóxicos e transgênicos, a agricultura orgânica prioriza a redução do desperdício e ajuda a manter a biodiversidade.

Diante desse cenário promissor, as condições climáticas favoráveis e os recursos hídricos disponíveis fizeram a Chapada Diamantina ser a região escolhida para se tornar um grande polo na produção de fruticultura tropical orgânica. Desde 2009, uma das suas famosas cidades turísticas, Lençóis, conhecida internacionalmente pela rica história e belezas naturais, tornou-se a sede da Bioenergia Orgânicos, empresa brasileira que pretende implantar um grande complexo industrial na região.

“Idealizamos a Bioenergia há dez anos, visando à área do agronegócio, e decidimos que seria através da agricultura orgânica. Pesquisamos todos os estados, chegamos à Bahia e à Chapada Diamantina. A pesquisa se iniciou em 2006 e, três anos depois, instalamos a empresa em Lençóis, lugar que oferece todas as condições exigidas pelo projeto: áreas virgens, reserva pra servir de cortina natural, clima adequado, água e mão de obra sem o vício da agricultura convencional – com destaque para a participação de trabalhadores das comunidades quilombolas de Una e Remanso. Desde 2010, contamos com a parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Mandioca e Fruticultura, que assessora nossas atividades com pesquisa e tecnologia”, explica Osvaldo Araújo, ao lado do sócio Evanilson Montenegro, responsáveis pelo projeto.

Antes de começar a colher os primeiros frutos, foi preciso preparar o terreno. “Primeiramente, plantamos a alimentação do gado, para aproveitar o esterco como adubo. Além de espécies típicas, a exemplo da manga-espada, recebemos mudas elaboradas pela Embrapa, com bom desempenho no sistema orgânico de cultivo, como resistência a algumas pragas e doenças. Dentre as variedades, estão manga, maracujá, abacaxi, acerola e goiaba. Hoje dispomos de frutas exóticas funcionais, como a jabuticaba, que está sendo desenvolvida junto com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Neste ano, vendemos os primeiros abacaxis para localidades da própria Chapada e até para São Paulo, recebendo elogios pela qualidade do produto. Agora iremos buscar a certificação, pois já temos um plano de produção consistente”, acrescenta Araújo.


Na fase experimental, o próximo passo é envolver os agricultores familiares, através das cooperativas e associações. “A nossa pretensão é formar parcerias produtivas, oferecendo o suporte técnico e garantindo a compra em contrato. A meta é estabelecer produção própria de 1.400 hectares e comprar a produção de outros 1.400ha dos agricultores regionais”, descreve Araújo. No distrito de Tanquinho, a empresa irá implantar um grande complexo industrial, para abrigar a diversidade produtiva da Chapada. “Inicialmente pensamos na fabricação de sucos, mas nossa intenção é aproveitar tudo para não gerar resíduo. Em virtude da qualidade dos frutos, decidimos comercializá-los in natura, ao lado da produção de polpa. Almejamos adentrar na área medicinal e estética também, com a extração de óleos essenciais (alguns países já nos procuraram, solicitando preferência na venda). Esperamos alavancar o desenvolvimento do setor na região, abrangendo diversos municípios, como Andaraí, Mucugê e Iraquara. Queremos tornar a Chapada Diamantina especialista em orgânicos. Produzir alimentos saudáveis é o futuro!”, pontua o empresário.


Dia de campo

Rodeadas pelo Rio Santo Antônio e o minipantanal Marimbus, três áreas compõem o espaço da Bioenergia: as fazendas Bonita, Grama e Ceral. Esta última, localizada na estrada do Remanso, foi destinada à produção experimental e recebeu, no último sábado, 15/8, representantes do governo, agricultores, técnicos, engenheiros e profissionais de diferentes campos interessados no tema, durante o 1º Dia de Campo realizado pelo projeto. Na ocasião, pesquisadores e engenheiros da Embrapa explicaram os detalhes das principais práticas no cultivo de abacaxi, manga e maracujá orgânicos, que demandam maior cuidado, como a produção de mudas sadias pela técnica de seccionamento do talo.

Para o jornalista e proprietário rural em Lençóis, João Neiva, o Dia de Campo foi uma oportunidade de aprofundar os conhecimentos no assunto. “Na nossa comunidade [Riachãozinho], a consciência sobre o orgânico está em evidência. Todo mundo só fala nisso! Pretendemos investir no plantio de manga e café orgânicos”, comentou.

Lorena Coelho, a Lila, do Grupo Ambientalista de Lençóis (GAL), esteve no evento e enfatizou a importância das ações sustentáveis. “No GAL, produzimos hortaliças para consumo próprio, plantas medicinais e frutíferas, inspirados pela agroecologia. Com a Bioenergia, pretendemos trocar informações e firmar parcerias”, disse.

Com foco no cultivo de café orgânico em Seabra, Piatã e Ibicoara, a Cooperativa dos Produtores Orgânicos e Biodinâmicos da Chapada Diamantina (CooperBIO) marcou presença no Dia de Campo. Na opinião de Seu Edilson Lopes, integrante do grupo, foi uma maneira de aprender com os estudiosos e ficar por dentro das novidades.

Kling Dantas, agrônomo e gerente comercial da Meri Pobo Agropecuária, de Jaguaruana (CE), veio para a Chapada só para participar do evento. “Há 15 dias, vim conhecer a Embrapa, em Cruz das Almas. Foi quando soube da atividade em Lençóis e me interessei. Na nossa propriedade, estamos começando o cultivo de orgânicos e precisamos conhecer os aspectos dessa produção. A Chapada Diamantina é uma região fantástica!”, contou Dantas.


Orgânicos Premiados

Mel, cachaça e café se destacam entre os produtos orgânicos da Chapada Diamantina, premiados e reconhecidos internacionalmente pela sua qualidade. Com certificação orgânica e biodinâmica, a Cachaça Serra das Almas, produzida na Fazenda Vaccaro, em Rio de Contas, foi eleita a melhor cachaça prata do país pela revista VIP em 2011. O mel Flor Nativa, fabricado de forma coletiva por integrantes da Associação de Apicultura e Meliponicultura do Vale do Capão, em Palmeiras, tem certificação orgânica e já foi premiado como o melhor nos Congressos Baianos de Apicultura em 2005, 2012 e 2013, e, em 2009, no Congresso Nordestino de Apicultura. A Chapada ainda tem história com o café, exportado até para o Vaticano.

Fotos: Caiã Pires


Com informações do Viva Green






segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Chapada: Zoneamento garante acesso de produtores de uva da região ao crédito rural

O zoneamento agrícola de risco climático é um procedimento efetuado pelo Ministério da Agricultura | FOTO: Evandro Monteiro |

Agricultores interessados em investir na produção de uvas viníferas na Chapada Diamantina, especificamente nos municípios de Morro do Chapéu, Mucugê e Rio de Contas, tiveram garantido o direito de acesso ao crédito rural e podem obter financiamentos através dos bancos oficiais. Esse é o resultado prático da inclusão destes municípios no Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a cultura da uva na Bahia, oficializada pelo Ministério da Agricultura (Mapa), através da portaria 165/2014. A inclusão desses municípios é mais uma vitória do governo baiano, que através da Secretaria da Agricultura demonstrou ao Mapa a vocação de Morro do Chapéu, Mucugê e Rio de Contas, onde estão presentes todas as condições para o cultivo de uvas. A área geográfica formada pelos três municípios é de 9.260 Km2, localizados numa região tropical semiárida, com altitude de 1.200 metros.
De acordo com o secretário estadual da Agricultura, Jairo Carneiro, o cultivo de uvas viníferas representa uma nova opção e alternativa econômica sustentável, capaz de fixar o homem no meio rural nesta área, com geração de empregos e renda. O secretário lembrou que “o cultivo de uva nessa região já é realidade, fruto da ação da Seagri, seguindo orientação do governador Jaques Wagner, que em 2010 iniciou um projeto piloto em um hectare plantado em Morro do Chapéu. O experimento foi bem sucedido, e hoje já temos vinhos produzidos com as primeiras colheitas”.
Jairo Carneiro destacou ainda que já está sendo organizada a primeira Sociedade Vinícola da Chapada Diamantina, um condomínio de 20 hectares que terá também uma indústria com capacidade inicial para produzir 200 mil garrafas de vinho/ano. Agora, o objetivo da Seagri é agregar os pequenos produtores, organizando-os em associação ou cooperativa. Para se ter ideia do que representa economicamente essa cultura, um hectare de uva pode produzir 10 mil garrafas de vinho que, por exemplo, comercializadas a R$ 15,00 cada garrafa, significarão R$ 150 mil por hectare.
A Secretaria da Agricultura tem a tarefa de analisar, revisar e estudar a viabilidade das áreas potencialmente excluídas e, posteriormente, encaminhar a solicitação de inclusão das áreas estudadas para o Ministério | FOTO: Reprodução/Seagri |

O que é zoneamento agrícola

O zoneamento agrícola de risco climático é um procedimento efetuado pelo Ministério da Agricultura (Mapa), definindo as áreas e as épocas de plantio para as culturas agrícolas, correlacionado ao ciclo das cultivares e ao tipo de solo, conforme sua capacidade de retenção de água, levando-se em consideração séries agroclimáticas históricas de, no mínimo, 15 anos, e análises de probabilidade, com objetivo de minimizar as chances de adversidades climáticas coincidirem com a fase mais sensível das culturas.

Se o município não está zoneado para implantar uma cultura não será amparado pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), bem como pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco Central do Brasil. Como conseqüência, a exclusão de municípios nos zoneamentos iniciais ocasiona a imediata suspensão de financiamentos aos agricultores familiares, provocando impactos econômicos e sociais negativos, refletindo nas economias locais e, posteriormente, na estadual.
A Secretaria da Agricultura tem a tarefa de analisar, revisar e estudar a viabilidade das áreas potencialmente excluídas e, posteriormente, encaminhar a solicitação de inclusão das áreas estudadas para o Mapa, que também divulga as localidades em portarias publicadas no Diário Oficial da União a cada ano-safra e por estado da federação, servindo de orientação para o crédito de custeio agrícola oficial, bem como o enquadramento no seguro rural privado e público.

Com informações do Jornal da Chapada

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Rio de Contas prestes a se tornar pólo no cultivo de uva para vinhos finos


Um excelente projeto na área de agricultura pode mudar a realidade de pequenos produtores do município de Rio de Contas, gerando emprego, renda e fixando o homem no campo com melhores condições de vida. 

Trata-se da unidade de observação de uvas viníferas, o que corresponde a um sistema de plantio de videiras para produção de vinhos finos.

A ação faz parte de um projeto coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), em parceria com a Embrapa, Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e associações locais, cujo objetivo inicial é testar dez variedades de uvas e através de estudos detectar quais se adaptaram melhor à região.
Na manhã desta terça-feira, dia 18, o L12 Notícias manteve contato com o chefe da EBDA – Livramento de Nossa Senhora, Bolivar Teixeira, que explicou que a sua equipe de técnicos tem envidado esforços consideráveis, a fim de reunir as condições necessárias, dentro de sua esfera de competência, para que os produtores possam finalmente iniciar o plantio.
De acordo com a técnica agrícola, Maria Aparecida, esse mesmo projeto já foi iniciado nos municípios de Morro do Chapéu e Mucugê, ambos na Chapada Diamantina, cujos primeiros resultados superaram todas as expectativas, visto que, assim como em Rio de Contas, as condições de solo e clima são semelhantes a regiões produtoras da França e aos Vales dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, sendo comprovadas através de estudos encomendados à Embrapa.
“Essa ação pertence à Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), sendo o responsável por esse projeto o Sr. Jairo Vaz, superintendente de Política do Agronegócio da Seagri. A primeira etapa foi implantada no município de Morro do Chapéu, em fevereiro de 2010, mas antes foi realizada uma pesquisa, encomendada pela SEAGRI e Embrapa, em que se descobriu que a Chapada Diamantina possui perfil de clima e solo semelhante ao do Rio Grande do Sul, maior produtor de uva do País. O objetivo agora é tornar a Chapada Diamantina um grande polo de produção de uva para produção de vinhos finos, sendo que Rio de Contas é um dos três municípios inseridos nesse projeto”, esclareceu a técnica agrícola.
Aparecida explicou que o projeto em Rio de Contas está em andamento.
“Foi feita a escolha da área e a análise do solo, onde uma associação vai explorar os dois hectares de uma fazenda, no povoado de Fazendola, localizado nas proximidades da Ponte do Coronel.  Foram encomendadas aproximadamente seis mil mudas de espécies como: Malbec, Merlot, Chardonnay, Cabernet Franc, Pinot Noir, e outras variedades”, explicou.
Para o secretário estadual da Agricultura, o engenheiro agrônomo Eduardo Salles, essas culturas permitem a inclusão de pequenos agricultores, constituindo-se em excelentes oportunidades para dar sustentabilidade à agricultura familiar e estabelecer parcerias entre os pequenos e os grandes produtores.
Governador Jaques Wagner participa do Ato da 1ª Colheita das Uvas do Projeto Morro do Chapéu 
Do L12 Notícias

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Governador participa da primeira colheita de uvas em Morro do Chapéu

As informações são da Agecom

O governador Jaques Wagner e o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, participam, nesta sexta-feira (31), às 10h, da primeira colheita de uvas em Morro do Chapéu, que serão transformadas nos primeiros vinhos da Chapada Diamantina. Implantada há pouco mais de um ano pela Secretaria da Agricultura/EBDA, em parceria com a Embrapa e prefeitura do município, a estação experimental apresentou resultados que confirmam o potencial da região para se tornar uma grande produtora de uvas.

A avaliação técnica e econômica de videiras viníferas só foi possível graças ao convênio assinado com a EBDA, Embrapa Semiárido e a Associação de Criadores e Produtores de Morro de Chapéu. Além da Unidade de Observação de uvas viníferas em Morro do Chapéu, a Seagri/EBDA e a Embrapa vão instalar outras unidades em Mucugê, cujo protocolo de intenções já foi assinado com o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Mucugê, e em Rio de Contas.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Renegociação do Pronaf para agricultores atingidos pela seca

Os agricultores familiares de Vitória da Conquista e região poderão negociar suas dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Técnicos da Secretaria Municipal de Rio de Contas participaram do evento de Renegociação do Pronaf para os Agricultores Atingidos pela Seca. O evento acorreu em Vitoria da Conquista. 

A iniciativa busca recuperar os agricultores familiares como tomadores de crédito e facilitar as ações direcionadas à compra de ração e investimento para a convivência com o semiárido. Essa renegociação vem em função de um processo climático, por conta da carência de água que atinge 75% das cidades do estado.

Pronaf 

O Pronaf financia projetos individuais ou coletivos, que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa possui linhas de crédito específicas para a necessidade de cada família, além das mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais. Para aproveitar estes benefícios o agricultor deve estar com o CPF regularizado e livre de dívidas.

As informações são da Secretaria de Agricultura

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Pior seca dos últimos tempos leva governo a "promover" chuva

É isso mesmo. A falta de chuvas na Bahia está levando a Secretaria de Agricultura do Estado a implantar um projeto piloto que fará chover.

Segundo o Jornal Folha de São Paulo, o avião irá sobrevoar a região da Chapada da Diamantina e de Vitória da Conquista em um período de 12 horas e induzirá chuvas nos locais. 

De acordo com o secretário da Agricultura, Eduardo Salles, o período não é ideal para implantação do projeto, mas é uma alternativa para amenizar os efeitos da seca no Estado. "As chuvas irão dar umidade ao solo e melhorar a situação da agricultura, mas não irão suprir a necessidade de racionamento", disse o secretário. A probabilidade de chuvas é de 40%. 

O projeto terá um custo de R$ 200 mil e utiliza imagens de satélite para identificação das nuvens em melhores condições para formação de chuvas. Dependendo dos resultados obtidos nas regiões da Chapada de Diamantina e em Vitória da Conquista, o projeto será implantado em outras regiões do Estado. 

Na Bahia, 239 municípios estão em estado de emergência e mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas pela seca. A estiagem deve atingir as produções de milho e feijão e inviabilizará as produções de mel e leite.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Realizada a 5° despesca de tilápia em tanques rede


Piscicultores do Município de Rio de Contas realizaram nesta terça feira dia 14 de Fevereiro de 2012 a quinta despesca de tilápias criadas em regime de cativeiro em gaiolas denominadas tanques rede, projeto este que teve uma iniciativa da SEAGRI-RC (Secretaria de Agricultura de Rio de Contas) através de parceria firmada entre o DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca) e Prefeitura Municipal, beneficiando a Associação de Pescadores de Rio de Contas com um projeto inicial que contou com a entrega de 20 tanques rede e 10 mil alevinos, que hoje são criados em um sistema de produção intensiva.

Atualmente o projeto esta beneficiando diretamente 37 associados que contam com o opoio da Secretaria de Agricultura que disponibilizou técnicos para acompanhar todo a sistema de produção desde a compra de alevinos, ração e acompanhando todo o desenvolvimento até o dia do abate. Os peixes são vendidos no comercio local e municípios circunvizinhos.

A sexta despesca esta prevista para o mês de maio de acordo com cronograma da Associação de Pescadores e a SEAGRI-RC. A piscicultura é uma nova alternativa de renda. “E hoje a piscicultura em nosso município é uma realidade”.

Fonte : SEAGRI Rio de Contas

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Rio de Contas poderá ter área experimental de uvas, frutas temperadas e oliveiras

Foto: Heckel Jr. / Imprensa Seagri














Na tarde de ontem (9), o secretário Estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, recebeu, em seu gabinete, a vereadora de Rio de Contas, Madalena Mafra, que veio pleitear uma área experimental no distrito de Fazendola para plantação de uvas. Segundo Salles, a área solicitada já está nos planos da Seagri e também contemplará frutas temperadas e oliveiras. O experimento já está sendo realizado em Morro do Chapéu e Mucugê, em parceria com a Embrapa, Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e associações locais, visando no futuro a produção de vinhos de alta qualidade.

Informações da SEAGRI


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Agricultura tem novo secretário

Foi publicado na edição do Diário Oficial desta sexta-feira, 13, a Portaria 135/2012 que nomeia Joelito Farias Abreu para o cargo de Secretário de Agricultura.

Joelito que já era funcionário da Secretária de Agricultura possui graduação em farmácia pelo Centro de Ensino Superior de Maceió - CESMAC. Especialização (Latu sensu) em Farmácia Hospitalar e graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal de Alagoas.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Não falta água, falta ação

Por Raimundo Marinho/Mandacaru da Serra

Uso da água do açude Luiz Vieira, do DNOCS, encontra-se praticamente "privatizado"

A discussão sobre a escassez de água para irrigação, no pólo de fruticultura formado pelos municípios de Livramento de Nossa Senhora e Dom Basílio, na Bahia, tornou-se repetitiva, inócua e politicamente incorreta. Sucessivas “audiências públicas” e viagens a Brasília, tudo inútil, pois falta o essencial: vontade e ação e sobejam as conversas para boi dormir, ordinariamente, em véspera de eleição, de dois em dois anos.

Uma vaca não pode dar mais leite do que permitem as condições naturais do seu ubre. Assim é o açude Luiz Vieira (Rio de Contas), o qual, feito para suprir 5.000 ha, em Livramento, não pode irrigar as mais de 12.000 mil ha que lhe são exigidas, nos dois municípios. Não haverá solução, se tudo não for recolocado no eixo inicial, o que inclui o uso da água em sua finalidade original e a conclusão do projeto do DNOCS, inacabado há mais de 20 anos.

O decantado pólo de fruticultura de Livramento e Dom Basílio, baseado na manga e maracujá, na verdade, possui bases falsas e ilegais. De um lado, parte da área plantada é formada de terras desapropriadas pela União e irregularmente ocupadas por grandes produtores. De outro, fora os 3.500 ha do chamado bloco III, que o DNOCS conseguiu viabilizar, o uso da água para irrigação dos outros 8.500 hectares tornou-se privado, portanto, irregular.

Plantou-se mais do que a capacidade hídrica disponível na região, não havendo perspectiva de solução definitiva à vista, em razão dos interesses políticos e econômicos envolvidos. Buscam-se paliativos na tentativa de se agregar à oferta de atual de água (105 milhões de m³) pelo menos mais 20 milhões de m³, que deverão custar cerca de R$20 milhões. Os fruticultores, que faturam por volta de R$1 bilhão por ano, não querem ter esta despesa e empurram o problema para o governo, que se tem feito de surdo.

Em torno dessa quizila é que giram os sucessivos e inócuos debates, nas repetidas e inúteis audiências públicas, não havendo nem mesmo projeto formal nesse sentido. O próprio prefeito de Livramento, Carlos Batista, que não conseguiu viabilizar uma solução quando tinha no colo o então ministro da Integração Nacional, entregou a questão para Deus, ao afirmar, na audiência pública de 9 de dezembro: “esperamos em Deus que tudo isso seja solucionado o mais breve possível”.

O contexto da frase, divulgado no site oficial, é mais amplo, onde ele, certamente amaldiçoando o outrora seu “deus Geddel Vieira Lima”, teria dito, em típico jogo para a platéia: “Temos buscado constantemente a realização destas obras que são fundamentais para a sobrevivência do pólo de fruticultura regional. Estamos contando com o apoio dos deputados aqui presentes, bem como seus representantes e esperamos em Deus que tudo isso seja solucionado o mais breve possível”.

Só havia dois parlamentares, um deles Edson Pimenta, único a comparecer na audiência anterior, em 29 de maio último, de uma lista de 61 convidados. Na ocasião, ele arrancou aplausos do auditório da Câmara, dizendo que eram projetos de fácil execução, que, além de vontade política, faltava vergonha dos políticos. Disse que bastariam recursos das emendas parlamentares para financiar as obras e, se cada um colaborasse, a transposição seria feita este ano. Chegou a disponibilizar R$1 milhão da sua cota de R$6 milhões anuais.

Porém, na segunda reunião, início deste mês, ele nem tocou no assunto, mudando o discurso para: “Se dependesse apenas de minha caneta, de uma rápida assinatura, podem ter certeza que já teríamos iniciado as obras. Posso afirmar que, Livramento, Dom Basílio e Rio de Contas contam com o meu apoio, desta forma, levarei as reivindicações de vocês ao Congresso e também lutarei por esta causa”.

Assim, não há solução a vista, apenas palcos eleitoreiros. Mas, por via das dúvidas, a Comissão Gestora dos Açudes arranjou um nome mais pomposo para o problema: “Programa Emergencial de Gestão Hídrica”. A idéia sustenta-se nos projetos cantados e decantados, mas sem qualquer formatação, de pressurização do Bloco I, no Perímetro Irrigado do Brumado; e de transposição de água dos rios Taquari, Vereda e Brumado para o açude público Riacho do Paulo.

Os produtores não querem gastar o dinheiro da produção, acima de R$1 bilhão por ano, e os governos, estadual e federal, nem ai para o problema, apesar do suposto peso das autoridades e importância das entidades que endossam as reivindicações: prefeitos Carlos Batista (Livramento), Marcio Farias (Rio de Contas), Luciano Pereira (Dom Basílio); Associação do Distrito de Irrigação do Brumado-ADIB; Comissão Gestora dos Açudes Públicos “Brumado” e “Riacho do Paulo”; Câmara de Diretores Lojistas; DNOCS; Câmara de Vereadores (Rio de Contas, Livramento e Dom Basílio); deputados federais Valdenor Pereira e Edson Pimenta; sindicatos e outros.

De três uma: ou as autoridades arroladas pouco valem; ou só Deus resolve; ou o governo é duro na queda. Ou, ainda, que o problemazinho pode ser resolvido pelos próprios produtores, com apenas 2% do que faturam em um ano. Se eles criaram o problema, plantando mais do que permitia a capacidade hídrica da região, que resolvam. E quem garante que, feitas as obras, não vão, insanamente, continuar ampliando a área plantada?

Mas não custa perguntar: quantas emendas a respeito já estão no orçamento da União, quantos projetos já foram entregues ao Ministério da Integração Nacional, pelos bonzinhos deputados que querem ajudar?


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sem manutenção nem fiscalização, irrigação em Livramento corre risco


Chegou ao conhecimento do O Mandacaru que os próceres do PMDB, na Bahia, deputado federal Lúcio Vieira Lima e seu irmão e ex-ministro Geddel Vieira Lima teriam se irritado com o correligionário Amâncio Lima Aguiar por ter se beneficiado com a cessão irregular de terra e tubos de irrigação do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), em Livramento de Nossa Senhora, Bahia. Amâncio Lima Aguiar, além de assessor especial do prefeito local, Carlos Roberto Souto Batista, igualmente do PMDB, é ainda presidente do diretório municipal do partido.

A apropriação indevida da tubulação, como já divulgado neste site, é recente, mas a ocupação irregular de área do DNOCS teria ocorrido em 2009, justamente quando Geddel Vieira Lima era o ministro da Integração Nacional, ao qual o DNOCS é subordinado. Além disso, o fato era do conhecimento do coordenador estadual do órgão Osanah Rodrigues Setúval, indicado para o cargo pelo então ministro, em substituição a Gerardo Azevedo Júnior, do Partido dos Trabalhadores.

Além dessas mazelas, apesar da importância do projeto para a agricultura irrigada em Livramento, hoje 2º pólo de produção de manga da Bahia, além do maracujá, o sistema de irrigação também está tecnicamente ameaçado e pode entrar em colapso a qualquer momento. O risco está na falta de manutenção, envolvendo a barragem, inaugurada há mais de 20 anos, e o canal de distribuição; bem como no seu uso para irrigar o triplo (cerca de 15.000ha) da área para a qual fora inicialmente projetado (5.000ha).

FALTAM PROVIDÊNCIAS

Estima-se que o faturamento da produção obtida com a irrigação gire em torno de R$1 bilhão, mas isso não tem sido suficiente para sensibilizar autoridades e produtores para a necessidade de conservação dos equipamentos. A parede do açude e o canal a céu aberto que leva água para as lavouras apresentam fissuras que estão a exigir profunda análise técnica, pois, aparentemente, demonstram ser de alta gravidade. Ademais, uma peça da comporta quebrou-se, pelo desgaste natural, e a operação de abertura e fechamento está sendo feita de forma improvisada.

Após mais de 20 anos sem manutenção adequada, a comporta poderá emperrar a qualquer hora. O mais provável é que isso ocorra com ela fechada, impedindo a liberação da água para irrigação, mas poderá acontecer com ela aberta, provocando o esvaziamento descontrolado do manancial. Tudo isso é do conhecimento da Coordenação Estadual do DNOCS, para onde já foram enviados vários pedidos de providências, segundo garante o chefe local do Departamento, Pedro Antônio Oliveira Lima.

Dando a impressão de que assistem a tudo de camarote, estão os produtores e as autoridades estaduais e municipais, parlamentares inclusos. Parecem ignorar que se o sistema entrar em colapso, qualquer que seja o motivo, será um desastre para a economia do município, hoje sustentada na agricultura irrigada, afetando, também, a produção estadual.

Com informações do Mandacaru da Serra

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Chapada Diamantina se tornará produtora de vinhos

A Chapada Diamantina possui condições de clima e solo que sao muito indicadas para a produção de vinhos finos, similares as melhores regiões produtoras de vinhos finos do mundo. As condições especiais aliadas a quantidade e qualidade das águas da região incentivaram a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), EDBA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola), e Seagri (Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária do Estado da Bahia) a assinarem com o sindicato de trabalhadores e trabalhadoras rurais de Mucugê nesta quinta dia 29, um protocolo de intenções de implementação de uma unidade de observação de uvas viníferas neste município.

Esta é a segunda unidade instalada na Chapada, a primeira unidade foi instalada em Morro do chapéu a oito meses, e vem apresentando excelentes resultados. Uma terceira unidade deverá ser instalada em breve na região de Rio de Contas que também possui excelentes características edafo-climáticas e pode vir a ser boa produtora no futuro.

Com informações do Overmundo

Após Morro do Chapéu e Mucugê, Rio de Contas terá unidade de observação para produção de uvas

Montagem do JC
Morro do Chapéu

“Este é um sonho que está se concretizando”, disse o prefeito de Morro do Chapéu, Cleovar Barreto, ao contemplar, ao lado do secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, o primeiro cacho de uva da variedade Cabernet Sauvignon, produzida na Unidade de Observação instalada no município, na Chapada Diamantina. Especialista em uvas viníferas e diretor da Vinícola Miolo, instalada na Bahia na cidade de Casa Nova, Eurico Benedetti ficou encantado com o vigor das mudas e afirmou que “a Miolo fará os primeiros vinhos com as uvas produzidas aqui”. A oferta do empresário foi “brindada” com as novas mudas da variedade Malbec, de origem francesa, que acabaram de chegar à unidade de observação. “O próximo brinde será feito com os primeiros vinhos da Chapada”, projetou o secretário. “A impressão que tenho é a melhor possível. A videira se dá muito bem nesses solos profundos, com boa penetração das raízes. O vigor das mudas é muito forte, tem desenvolvimento excelente por causa da insolação”, analisou o executivo da Miolo. Ele afirma ainda que os solos e o clima da Chapada reúnem condições muito favoráveis ao cultivo de uva para produção de vinho.

Acompanhado pelos superintendentes de Atração de Investimentos, de Desenvolvimento da Agropecuária e de Agricultura Familiar da Seagri, respectivamente Jairo Vaz , Raimundo Sampaio e Wilson Dias, o secretário Eduardo Salles visitou na manhã desta sexta-feira, (30), a unidade de observação, instalada numa parceria da Seagri/EBDA, Embrapa, Associação de Produtores e Criadores e prefeitura de Morro do Chapéu. Ele afirmou que “este é um momento histórico para o município e para a Bahia. Não tenho a menor dúvida de que em breve a Chapada Diamantina será transformada num importante produtor de uvas viníferas e de vinhos de alta qualidade”.

A visita do secretário e comitiva à unidade de observação foi acompanhada por dezenas de produtores, lideranças políticas e sindicais e prefeitos de municípios vizinhos. Durante o café da manhã oferecido pela prefeitura de Morro do Chapéu, o produtor Odilésio Gomes afirmou que “nada resiste à força do trabalho, e graças ao empenho do governo do Estado através da Secretaria da Agricultura a Chapada está entrando numa fase de transformação social e econômica”.

Instalada há oito meses, a Unidade de Observação de Morro do Chapéu apresenta excelente comportamento, com resultados promissores com as variedades de uvas viníferas, como Cabernet Sauvignon e Chardonnay, dentre outras. O superintendente Jairo Vaz, que desde o primeiro momento acompanha de perto as atividades na Unidade de Observação de Morro do Chapéu, informou que uma segunda leva de mudas será plantada na unidade, das variedades Pinot Noar, Cabernet Blanc, Merlot, Sauvingnon Blanc e Malbec.

“O primeiro passo foi dado com resultados maravilhosos. Agora, numa segunda etapa, vamos observar a variedade que mais se adapta. O terceiro passo será a atração de agentes financeiros para abertura de linhas de financiamento para os pólos de uva que deverão ser instalados na região por produtores da região de outras partes do Brasil”, explicou Eduardo Salles.

MUCUGÊ E RIO DE CONTAS


A avaliação unânime feita por técnicos da Embrapa de que a Chapada Diamantina tem todas as condições de desenvolver uvas viníferas de qualidade levou a Seagri a expandir as ações nessa região, instalando outras unidades de observação. A segunda unidade será instalada em Mucugê, e com esse objetivo a Seagri já assinou protocolo de intenções com o Sindicato dos Produtores Rurais de Mucugê. A terceira unidade será instalada no município de Rio de Contas.

Assim como em Morro do Chapéu, em Mucugê e Rio de Contas serão cultivadas também frutas temperadas, como maçã, ameixa, pêra, pêssego e oliveira, que já é plantada por um grupo francês em Rio de Contas, com bons resultados. “Estas culturas, a exemplo do que acontece na Europa, permitem a inclusão de pequenos agricultores, constituindo-se em excelente oportunidade para dar sustentabilidade à agricultura familiar e estabelecer parcerias entre os pequenos e os grandes produtores”, afirma Salles.

Com informações do Jornal da Chapada


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Cachaça Serra das Almas no ranking das melhores do Brasil da revista VIP

Em agosto, o Mapa da Cachaça fez parte do time de dez especialistas e amadores responsáveis pelo Ranking de Cachaças Brancas da revista VIP.

Ranking Vip 2011

O de camiseta vermelha é o Felipe, editor e degustador nas horas livres

O ranking foi composto apenas por cachaças brancas, ou seja, que não passam por madeira ou são apenas armazenadas em madeiras neutras, como o amendoim e o jequitibá. Essa decisão foi muito interessante, já que o envelhecimento em madeiras, como o carvalho e o bálsamo, acaba apresentando alterações mais evidentes na cor, aroma e paladar da cachaça. Essas pingas envelhecidas possuem características mais amadeiradas, agregando outras propriedades ao destilado e disfarçando os aromas e sabores primários da cana-de-açúcar. Por essa razão, separar cachaças armazenadas ou que não passam por madeira das cachaças envelhecidas faz muito sentido.

Nesse video, o Leandro Batista explica com mais detalhes as diferenças entre cachaça armazenada e cachaça envelhecida:

A avaliação foi feita no Engenho Mocotó, espaço criado por Rodrigo Oliveira, chef e dono do Restaurante e Cachaçaria Mocotó, na Vila Medeiros em São Paulo. A degustação foi feita às cegas, ou seja, ninguem sabia o que estava bebendo – outro diferencial muito interessante desse ranking realizado pela VIP. Com a degustação conduzida às cegas, o avaliador não é influenciado por marcas, mitos ou imagens bonitas nos rótulos, o resultado fica por conta das cachaças que mais agradaram no visual, aroma, paladar e retrogosto (aquele sabor final que fica na boca).

Copos Ranking Vip 2011

Foi uma tarde de muito trabalho

Aqui vai a lista das TOP 10 Cachaças Brancas da Revista VIP 2011 (o resultado foi publicado na edição de setembro de 2011, com a Thais Fersoza na capa).

Cachaças Vencedoras Ranking Vip 2011

Foto da Revista VIP: um ranking só com as melhores branquinhas

1 – Serra das Almas

2 – João Mendes Prata

3 – Mato Dentro Premium Prata e Nega Fulô Jequitibá

4 – Armazem Vieira Nossa Senhora do Desterro

5 – Serra Limpa Prata

6 – Leblon

7 – Jacuba Prata

8 – Mercedes Prata

9 – Tabua Flor de Prata

Com informações do Mapa da Cachaça


domingo, 7 de agosto de 2011

Embrapa aposta no potencial da Chapada Diamantina para a citricultura

O desenvolvimento da citricultura na Chapada Diamantina é o principal objetivo de uma parceria entre a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, a prefeitura municipal de Rio de Contas através da secretaria Municipal de Agricultura e o produtor rural Elias Pereira Cruz, com apoio do Banco do Nordeste. O projeto está sendo conduzido há cinco anos pelos pesquisadores Orlando Sampaio Passos, Walter dos Santos Soares Filho e Clóvis Oliveira de Almeida.

“A Chapada Diamantina é uma das regiões mais propícias para o cultivo de citros para mesa no Brasil”, afirma Orlando Passos. Na Bahia, atualmente, as principais regiões produtoras são o Litoral Norte e o Recôncavo.

Visando conhecer o comportamento de variedades cítricas nas condições da região, a Embrapa está avaliando um grupo de laranjas doces, tangerinas e outras espécies em duas propriedades: na Bagisa S.A., em Ibicoara, e no Sítio Recanto dos Pássaros, em Rio de Contas. “As condições climáticas e edáficas são favoráveis, mas é necessário que se façam estudos no sentido de escolher as espécies e variedades adaptáveis a essas condições”, declara o melhorista Walter Soares.

Situada na parte central do estado, a região já foi chamada de “Alpes baianos”pelas baixas temperaturas das noites de inverno, que podem chegar a 6ºC,principalmente nos meses de junho e julho. Os solos Latossolos Vermelho-amarelos e Amarelos são predominantes, sendo os de maior potencial para agricultura os Vermelho escuros e Cambissolos.


Condições favoráveis

Segundo a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (Car), empresavinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir) do governo do Estado, há nessa microrregião uma área potencial de 18.690 hectares irrigáveis para usoprincipalmente pela horticultura, com abundância de recursos hídricos.

“Um fato importante é a predominância de pequenas propriedades nesses municípios, o que constitui, ao lado das condições climáticas, justificativa para sedesenvolver uma citricultura visando ao mercado interno e, posteriormente, externo defrutas cítricas, em especial do grupo das tangerinas”, afirma Clóvis Almeida, pesquisador da área de socioeconomia da Embrapa.

Um exemplo é a tangerina ‘Ponkan’, cuja qualidade (coloração e peso do fruto) é bastante superior à das produzidas em outras regiões do país. Os frutos produzidos em Rio de Contas apresentam coloração alaranjada, intensa e uniforme.

O produtor Paulo Paschoal dos Santos, 81 anos, foi o pioneiro do cultivo da tangerineira ‘Ponkan’ em Rio de Contas. Também cultiva as laranjeiras Bahia, Baianinha,Lima e Pera, todas no espaçamento de 5 m x 5 m. As mudas foram adquiridas em Minas Gerais, prática comumente adotada na região. “Se não houvesse ainda tanta incredulidade, a região poderia ser transformada em uma potência, a ponto de atrair compradores de São Paulo, tal é qualidade da fruta, devido ao clima privilegiado e da inexistência de pragas, tão comuns nas principais regiões produtoras do país.

Foram implantados 8 (oito) Lotes básicos no Município de Rio de Contas parceria EMBRAPA , Secretaria Municipal de Agricultura. Com informações da SEAGRI de Rio de Contas

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

EBDA traça ações em Rio de Contas

Com o objetivo de nivelar e monitorar os trabalhos dos técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), órgão ligado a Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), no Pacto Federativo, foi realizada uma reunião na última terça-feira (26).

O coordenador do Pacto Federativo no Território da Chapada Diamantina, Fábio Lúcio Martins Neto, reuniu a equipe técnica da empresa, lotada no município de Rio de Contas, no Posto Avançado (Pavan) da EBDA da cidade, para discutir as futuras ações do órgão, na região. O Pacto Federativo é um projeto do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), executado pela EBDA em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

“A chegada desses novos parceiros será importante, pois eles nos ajudarão a dar continuidade na assistência técnica aos agricultores familiares do nosso município, beneficiando o maior número de assistidos, pela empresa”, declarou o técnico da EBDA de Rio de Contas, José Sidelmo Cardoso Santana.

Para que a EBDA dê continuidade as suas ações, na região, o Pavan de Rio de Contas foi equipado com novos equipamentos, tais como computadores, mesas, cadeiras e uma impressora. “O município possui um grande potencial para a fruticultura de clima subtropical, por isso deve ser bem assistido. Parcerias deverão, também, ser estabelecidas com instituições de pesquisa, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)”, afirmou Martins Neto.

Em reunião, Fábio ressaltou, ainda, a importância da parceria do Pavan da EBDA de Rio de Contas, com a prefeitura municipal e com organizações dos agricultores familiares de Rio de Contas, para que as ações da Empresa sejam fortalecidas, a exemplo da implementação de programas de comercialização dos produtos dos agricultores familiares do município.

Com informações da EBDA

sábado, 30 de julho de 2011

Projeto beneficia psicultores de Rio de Contas

Piscicultores do Município de Rio de Contas na Região Sudoeste do Estado da Bahia, a 720 quilômetros de Salvador, já receberam 20 tanques-redes para fase de Experimento de implantação de projetos de piscicultura na região da Barragem Luiz Viana.

O projeto estar beneficiando diretamente Os Cooperados da Associação de Pescadores do Município de Rio de Contas que vende os peixes no comercio local e municípios circuvizinhos a associação conta hoje atualmente com 37 Associados.

Através da Secretaria Municipal de Agricultura,com parceria com o DNOCS vão ser adquiridos nesta nova fase 10 mil alevinos neste mês de julho 2011 e mas tanques redes em outro estagio de implantação do projeto .

Concluindo assim a terceira despesca realizada desde o inicio de criação A piscicultura no interior do estado. E é feito atendendo à demanda das associações de produtores, que vêem na piscicultura uma nova alternativa de renda. “Hoje a piscicultura é uma realidade e por ter um custo menor, vem se expandindo nas pequenas comunidades rurais, gerando emprego, renda e, principalmente, produção de alimentos.

Com informações da Seagri Rio de Contas

terça-feira, 12 de julho de 2011

Globo Rural: Cultivo do maracujá em Livramento de Nossa Senhora desponta no cenário nacional

Trinta por cento da safra de maracujá da Bahia sai de Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste do estado. Além da alta produtividade, a qualidade dos frutos tem deixado os agricultores satisfeitos.