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sábado, 14 de janeiro de 2017

Carnaval 2017 em Piatã é cancelado


Em 2017, o carnaval da cidade de Piatã, considerado um dos mais tradicionais da Chapada Diamantina, não será realizado. A festa foi cancelada pelo prefeito Edwilson Oliveira devido à crise financeira que atinge diversos municípios no país. O gestor disse que tem outras prioridades, como é o caso dos programas sociais e a reforma do Hospital Municipal de Piatã, que é uma reivindicação antiga da população. A baixa arrecadação e a diminuição dos repasses do Governo Federal também tornaram a promoção do evento inviável.

Com informações do Livramento On Line

sábado, 10 de novembro de 2012

Rio de Contas e o Centenário do Carnaval


A mais expressiva manifestação cultural de Rio de Contas, na Chapada Diamantina, completará 100 anos em 2013. O carnaval da cidade foi a pauta da reunião na tarde desta dessa quinta-feira (8) entre o deputado estadual Marcelino Galo e o presidente do PT da cidade, Reginaldo Castro, juntamente com o secretário de Turismo, Domingos Leonelli. “Rio de Contas é um município onde o carnaval é tradicional e é o único que tem na região. Embora tenha se modernizado, a festa preserva as tradições dos carnavais antigos com os desfiles de fantasias e bonecos gigantes”,lembra Galo. Leonelli solicitou que seja encaminhado o projeto para a Bahiatursa, mas adiantou que como se trata de um centenário, é possível que seja dada uma atenção especial. “Ainda que Rio de Contas seja um município pequeno, vamos concentrar nossos esforços para garantir a festa que completa 100 anos e garantir a alegria da população riocontense”, finaliza.

Do Blog do Anderson

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O carnaval de Rio de Contas no passado

No facebook é possível reviver um pouco do que uma dia Rio de Contas viveu em seu carnaval. A postagem foi feita em um perfil de um riocontense e nos leva à reflexão do que foi e para onde está indo o caranval de Rio de Contas.

A caravela de Cabral no animado bloco Boca Doce


"Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu!" em Rio de Contas era no Piqui Elétrico.

A diversão durante o dia era na barragem.

Ato de manifestação durante carnaval levanta polêmica


Um episódio um tanto quanto polêmico, eu diria, já que foi assunto muito comentado nas redes sociais. Na tarde de terça-feira (21) de Carnaval em Rio de Contas, eis que surge um cidadão, entre os vários foliões vestidos de baianas, de gorro rasta, usando óculos escuros e com rosto pintado de tinta preta, trazendo consigo um cartaz com o slogan "Uma cidade sem Lei!”, frase um tanto quanto inerte de uma clara interpretação, até porque, era dia de carnaval. A pergunta é: A atitude do cidadão seria de cunho humorístico, divertido, inofensivo; um ato de livre manifestação ou afronta as autoridades policiais e judiciárias? No terceiro caso, quais seriam os reais motivos? Eis que surge uma grande interrogação. Sabemos que é livre a manifestação do pensamento, mas a resolução estabelece a proibição ao anonimato. Em um determinado trecho de vídeo, a nossa equipe flagrou o momento em que o rapaz profere palavras grosseiras contra um dos coordenadores do carnaval, João Carlos Souto, demonstrando propósito de humilhar “Chame a polícia!!! porra, chame a polícia pra me pegar!!!”, esbravejou. Assista no vídeo:

Para falar sobre este assunto, o L 12 Notícias contactou o advogado Bel. Francisco da Silva Nader, o qual considerou que não foi uma atitude correta, tendo em vista que o homem não deixou claro o motivo pelo qual resolveu aparecer daquela forma, ao que tudo indica, sem prévio aviso. “Ele poderia, se fosse o caso, reunir outras pessoas para fazer um ato de manifestação pacífica e ordeira, expondo à comunidade local as razões de fato e de direito”, disse.
Não há nada mais bonito que o povo nas ruas, até porque estas foram feitas para as pessoas (os carros se apoderaram). Não há sinônimo mais perfeito para democracia que a livre manifestação. E, na maioria das vezes, as reivindicações são justas porque vivemos num país em que muitas ações só são reais nos discursos. Então, fique claro que o L12 não tem nada contra qualquer pessoa ou grupo que use o espaço público para pedir socorro, desabafar sua indignação ou clamar por justiça.
Mas, considerando que só viveremos em coletividade se atentarmos para o antigo ensinamento, segundo o qual o direito de cada um termina quando começa o dos outros, e, convencido de que vivemos no mundo da hipocrisia, no qual ninguém se apresenta para discutir os temas polêmicos, capazes de gerar desgastes ou incompreensões, quero pedir a reflexão do leitor para o caráter abusivo das manifestações públicas.
Departamento de redação L 12
Por Marcos Santos

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

NOVO HORRORIZONTE: Alegria para esquecer o sofrimento da Novo Horizonte

Foto: L 12
Muito tem se falado sobre o aeroporto e muitos outros assuntos voltados para a grande massa da população conquistense estão ficando de lado, como são os casos do transporte coletivo público e o intermunicipal. Dos cerca de 140 ônibus das duas companhias (Vitória e Serrana) que circulam pelas ruas de Vitória da Conquista, mais de vinte quebram diariamente além ainda do desgaste e a sujeira, conforme um leitor registrou e enviou ao Blog do Anderson nesta quarta-feira (23). Já o transporte intermunicipal, o descaso vem por conta da Novo Horizonte, com um quebra-quebra infinito. “Entrei no ônibus ao meio dia e só fui chegar em Paramirim às duas da madrugada, ou seja, quatorze horas de viagem, pois o ônibus quebrou três vezes”, informou um de nossos milhares de leitores. Mesmo com essas manifestações, muitos foliões se divertiram no Carnaval de Rio de Contas, fantasiado de ônibus da Novo Horizonte.
Com informações do Blog do Anderson

Carnaval de Rio de Contas é o mais concorrido do sudoeste baiano

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Apesar das melhorias, trecho Livramento a Rio de Contas ainda é perigoso

Os acidentes na BA-148, trecho entre Livramento de Nossa Senhora e Rio de Contas - que costumam ser freqüentes nesta época do ano - têm diminuído nos últimos anos, em parte pela preocupação e o avanço na questão, onde algumas ações foram implementadas pelo poder público. A população tinha razão, hoje placas de sinalização, cones e redutores de velocidade são vistos na pista, o que antes não era comum, cujo resultado era um acidente com vítima fatal atrás do outro. Apesar deste avanço, no entanto, o perigo não foi declarado extinto, graças a imprudência e desrespeito por parte de alguns motoristas. Na tarde deste domingo (19), por volta das 17 horas, dois veículos se envolveram em uma batida naquele trecho. O impacto foi forte, danificando bastante ambos os carros. Por sorte, ninguém saiu ferido, mas o ato foi, supostamente, por uma atitude irresponsável. O Mitsubishi Lancer, preto, placa NZW-1409, licença de Salvador, colidiu na traseira do VW Gol, branco, placa NZK 0792, este último, transportava crianças. A polícia militar atendeu a ocorrência.

Departamento de redação L12
Email: administracao@l12.com.br



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Decidi optar pelo carnaval da paz, da alegria e do amor

Por Will Assunção

Foto: (Will Assunção/JussiUp Press)
Meu carnaval é o carnaval da paz, do amor, da alegria sem timidez, da diversidade, da liberdade, dos suspiros profundos. É o carnaval da fantasia que apela para a cultura transformadora, é o da folia da esperança que nunca há de se apagar. Rio de Contas pode proporcionar esse sonho a qualquer folião, mas, a magia não acontece por si só. Deve existir uma força que aja como mola propulsora que alavanque o que há de melhor na cidade e na cultura local para ser oferecido aos visitantes que vêm todo ano prestigiar a magia do carnaval rio contense.

A população junto ao poder público é a tal força de que falo. O carnaval de Rio de Contas é um dos mais disputados do interior do Estado. Milhares de foliões lotam todos os anos, o Centro Histórico da cidade eleita, Cidade Baiana da Cultura em 2010. A Suíça baiana, como é conhecida é famosa por explorar a prática de ecoturismo e do turismo ecológico, oferecendo ao visitante seu rico patrimônio histórico cultural. Mas, se optar pelo turismo predatório, o patrimônio perderá seu valor cultural e histórico. E é por isso que deve existir um cuidado especial com os eventos sediados na cidade, e que se deseja ter caráter cultural.

Foto: (Will Assunção/JussiUp Press)
O turismo está ligado diretamente à economia da cidade, e Rio de Contas é uma cidade turística por diversos fatores, entre eles, por oferecer facilidade e equipamentos turísticos, e pelo turismo englobar parte de sua renda.

A cidade se mantém encantadora, porque vem cultivando o ecoturismo, e deve continuar nesse caminho. O evento como o carnaval de Rio de Contas, deve atrair ecoturistas e turistas ecológicos, motivados pelo desejo de fruição da natureza e dos seus recursos culturais, além da observação passiva do ambiente. Incluem-se aqui também aqueles que buscam por observação interativa com o meio natural, como a prática de caminhadas, trilhas, e outras atividades que proporcione a conversação dos recursos naturais e culturais.

Foto: (Will Assunção/JussiUp Press)
Portanto não deve ser desejo da cidade, atrair turistas predatórios. Aqueles que não possuem o desejo de interação com a cultura local, e vêm ao destino motivados por eventos de caráter comercial, alterando os costumes culturais locais e depredando o meio ambiente natural.

*Will Assunção é turismólogo e editor-chefe do Jussi Up

Tradicional cortejo das baianas consagra carnaval secular de Rio de Contas

Jussi Up Notícias

Foliões travestidos de baiana lavaram as escadarias da Igreja de Santana com alfazema e alegria

Foto: (Will Assunção/JussiUp Press)
Segunda-feira é o dia mais esperado pelos foliões do Carnaval de Rio de Contas. É o dia em que todos se travestem de baiana para a lavagem das escadarias da Igreja de Santana. Ao som de antigas marchinhas, foliões aproveitaram para entrar no clima e seguir o tradicional cortejo das baianas que todos os anos traça seu percurso em direção a Igreja de Santana, conhecida como a Igreja de Pedra para a lavagem de sua escadaria.

A concentração aconteceu no Centro Histórico, em frente ao palco principal, ás 16h. A manifestação concentrou centenas de pessoas, entre elas, crianças, familiares e idosos que vieram dispostos a curtir a folia.

Foto: (Will Assunção/JussiUp Press)
“O carnaval de Rio de Contas é uma manifestação secular que merece uma atenção especial, e um cuidado para a preservação da cultura local”, completa um folião.

Entonados pela emoção, já nas escadarias da Igreja de Pedra, foliões cantaram hinos em louvor a representações religiosas, além de canções antigas de marchinhas. A euforia tomou conta em seguida, e todos se banharam com muita alfazema e alegria, finalizando mais um ano com muita paz e harmonia.

Foto: (Will Assunção/JussiUp Press)

Protesto marca carnval de Rio de Contas


Foliões fazem conscientização nas ruas de Rio de Contas, na Chapada Diamantina

Foto: (Will Assunção/JussiUp Press)
Como mostrou um folião, o Carnaval de Rio de Contas não é só folia. Entre uma marchinha e outra, manifestantes aproveitaram para protestar e passar uma mensagem de respeito a cultura local. O palco da manifestação foi o tradicional cortejo das baianas que todos os anos traça seu percurso em direção a Igreja de Santana, conhecida como a Igreja de Pedra para a lavagem de sua escadaria.

Ostentando uma placa, onde havia escrito “UMA CIDADE SEM LEI!”, o folião recebeu com simpatia todos os curiosos que vinham ao seu encontro conhecer a sua aparição. Segundo manifestantes, o carnaval de Rio de Contas deixou a muito tempo de ser consagrado como o carnaval da cultura. Não existe seleção entre as atrações que se apresentam no palco principal. “Muitas vezes não há harmonia entre os ‘dois carnavais’”, afirma um folião.

Foto: (Will Assunção/JussiUp Press)
Sobre o protesto, uma cidadã se manifestou argumentando que, apesar de não ser mais uma carnaval com essência cultural, é um carnaval democrático. Existiu uma assembleia pública onde a própria população local decidiu como seria explorado o carnaval da cidade, e este foi o escolhido.

Carnaval de Rio de Contas

O carnaval de Rio de Contas é um dos mais disputados do interior do Estado. Milhares de foliões lotam todos os anos, o Centro Histórico da cidade eleita, Cidade Baiana da Cultura em 2010. Rio de Contas é famosa por explorar a prática de ecoturismo, oferecendo ao visitante seu rico patrimônio histórico cultural.


Confira fotos do Carnaval de Rio de Contas


Confira abaixo fotos do carnaval em Rio de Contas 2012, cidade histórica da Chapada Diamantina, que recebeu milhares de foliões vindos de todos os cantos do país. O L12 Notícias esteve presente durante todos os dias do evento com o objetivo de realizar a cobertura completa da folia de Momo.

Confira as fotos clicando no link do Portal L12 aqui.

Carnaval de Rio de Contas deixa saudade e boas lembranças

O carnaval tradicional de Rio de Contas promovido pela prefeitura municipal, que teve como tema: “Na direção da alegria”, fez jus ao nome, pois foi visível o clima de felicidade entre os riocontenses e visitantes vindos de todos os cantos do país, desde o primeiro ao último dia da festa carnavalesca de 2012. A estrutura da Praça Esaú Pinto (antiga Praça Senador Tanajura), incluindo esquema de segurança, excelentes atrações musicais, incluindo as marchinhas, e o desfile das baianas pelas principais ruas da cidade conseguiram motivar no folião o espírito da Folia de Momo, com muita alegria e diversão, sem violência e sem exageros, uma forma de tornar a festa carnavalesca um evento cada vez mais familiar em uma das mais importantes cidades da Chapada Diamantina, o que vem a valorizar o potencial turístico da cidade, o que conseqüentemente impulsiona a economia local.
Durante os quatro dias de folia, várias bandas se revezavam no palco principal, sem interrupções, fator que agradou ao público de todas as idades que compareceu em grande número, boa parte fantasiado a caráter. Teve fantasia para todos os gostos: chapolin, chapeuzinho vermelho, múmias, palhaços, personagens da Disney, bailarinas e várias outras.
Uma boa notícia para os fãs do tradicional carnaval de Rio de Contas. Não foi registrado nenhum acidente com vítima fatal, apenas registros de pequenas ocorrências sem vítimas com lesões. Agora já são dois anos de carnaval sem acidentes com vítimas fatais nas rodovias que dão acesso a cidade, o que antes não era comum. Talvez esta seja uma prova de que estamos no caminho certo e que, aos poucos, os motoristas estão se conscientizando.
Os organizadores estão de parabéns pela competência e brilhantismo, os quais transformaram a cidade numa apoteose de alegria colocando o município, mais uma vez, no roteiro carnavalesco da Chapada Diamantina.
Departamento de redação L 12
Por Marcos Santos

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Divulgadas as bandas do Carnaval 2012

As atrações confirmadas para o Caranval são as bandas Tirana Seca, Capitão Axé, Magnatas, Abadaba, Swing do Maluco, Pegadonna, Pakeraê e Djuamba.

Além dessas atrações, outras deverão se apresentar no já tradicional palco alternativo com marchinhas de carnaval.

Previamente ao carnaval nas ruas, deverá acontecer ainda os bailes Vermelho e Preto e Fantasia.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

História das marchinhas de carnaval

Marcha de Carnaval, também conhecida como "marchinha", é um gênero de música popular que foi predominante no carnaval dos brasileiros dos anos 20 aos anos 60 do século XX, altura em que começou a ser substituída pelo samba enredo em razão de que as escolas de samba não queriam pagar os altos preços cobrados pelos compositores musicais. No entanto, no Rio de Janeiro, as centenas de blocos carnavalescos que anualmente desfilam durante o carnaval continuam, a cada ano, lançando novas marchinhas e revivendo as antigas.

A primeira marcha foi a composição de 1899 de Chiquinha Gonzaga, intitulada Ó Abre Alas, feita para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro.

Um estilo musical importado para o Brasil, descende diretamente das marchas populares portuguesas, partilhando com elas o compasso binário das marchas militares, embora mais acelerado, melodias simples e vivas, e letras picantes, cheias de duplo sentido. Marchas portuguesas faziam grande sucesso no Brasil até 1920, destacando-se Vassourinha, em 1912, e A Baratinha, em 1917.

Inicialmente calmas e bucólicas, a partir da segunda década do séc XX passaram a ter seu andamento acelerado, devido a influência da música comercial norte-americana da era jazz-bands, tendo como exemplo as marchinhas Eu vi e Zizinha , de 1926, ambas do pianista e compositor José Francisco de Freitas, o Freitinhas.

A marchinha destinada expressamente ao carnaval brasileiro passou a ser produzida com regularidade no Rio de Janeiro, a partir de composições de 1920 como Pois não de Eduardo Souto e João da Praia, Ai amor de Freire Júnior e Ó pé de anjo de Sinhô, e atingiu o apogeu com intérpretes como Carmen Miranda, Emilinha Borba, Almirante, Mário Reis, Dalva de Oliveira, Silvio Caldas, Jorge Veiga e Blecaute, que interpretavam, ao longo dos meados do século XX, as composições de João de Barro, o Braguinha e Alberto Ribeiro, Noel Rosa, Ary Barroso e Lamartine Babo. O último grande compositor de marchinha foi João Roberto Kelly.

MARCHINHAS MAIS FAMOSAS

  • Allah-La Ô de Haroldo Lobo e Nássara
  • Apareceu a Margarida
  • As Pastorinhas
  • As águas vão rolar
  • Atrás do trio elétrico
  • Aurora de Mário Lago em parceria com Roberto Roberti
  • Bandeira branca
  • Bota camisinha de João Roberto Kelly
  • Cabeleira do Zezé de João Roberto Kelly e Roberto Faissal
  • Cachaça não é água de Carmen Costa e Mirabeu Pinheiro
  • Chiquita Bacana de Braguinha, e Alberto RibeiroChuva, Suor e Cerveja
  • Cidade maravilhosa
  • Está chegando a hora
  • Indio quer Apito Haroldo Lobo de e Milton de Oliveira
  • Jardineira de Benedito Lacerda e Humberto Porto (1939)
  • Jura
  • Linda loirinha
  • Linda morena de Lamartine Babo
  • Mamãe eu quero de Vicente Paiva (1937)
  • Marcha da cueca de Carlos Mendes, Livardo Alves e Sardinho
  • Máscara negra (marcha-rancho) de Zé Keti e Pereira Mattos (1967)
  • Me dá um dinheiro aí de Ivan Ferreira, Homero Ferreira e Glauco
  • Ferreira
  • Mulata iê-iê-iê João Roberto Kelly
  • Ó abre alas de Chiquinha Gonzaga (1899)
  • Ô balancê
  • O teu cabelo não nega mulata" de Lamartine Babo
  • Pirata da Perna de Pau de Braguinha
  • Pó-de-mico
  • Saca rolha
  • Sassassaricando de Luiz Antônio, Zé Mário e Oldemar Magalhães
  • Ta-hí de Joubert de Carvalho (1930)
  • Touradas de Madri de Braguinha
  • Tristeza de Haroldo Lobo e Niltinho
  • Turma do Funil de Braguinha
  • Um pierrô apaixonado
  • Yes, nós temos bananas

Fonte: Wikipedia


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Audiência Pública sobre o caranval nesta quinta-feira

A Prefeitura Muncipal de Rio de Contas está convocando a população para um Audiência Pública nesta quinta-feira a noite no Teatro São Carlos. Em pauta, a forma de organização do Carnaval de 2012.

Um dos principais debates deverá ser o barulho provocado pelos carros de som nas ruas do entorno do carnaval e o resgate e a valorização das tradições.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Conexão Mundo: Carnaval em Rio de Contas, Bahia

As atrações são os belos passeios por cachoeiras, picos, além do carnaval

Redação
www.salvadordiario.com

Rio de Contas, cidade mais antiga da Chapada Diamantina, começou a ser construída em 1723, após a descoberta de ouro na região. Seu patrimônio é bem conservado e 287 prédios são tombados pelo IPHAN, dentre eles o Teatro São Carlos - único da chapada. As atrações dessa região são os belos passeios por cachoeiras, picos e comunidades tradicionais, além do carnaval, conhecido por ser "à moda antiga".

Desfile de BonecosEm Rio de Contas e em seu entorno, é possível comer pratos deliciosos a preços baixos na maioria dos lugares, além de bater um bom papo com os moradores. Quem faz o passeio do Poço das Andorinhas, por exemplo, pode ter o prazer de almoçar na casa de uma família em Arapiranga e conhecer melhor seus hábitos, após passar por vilarejos pitorescos como Casas de Telha e Boa Vista.

Ao contrário de cidades como Lençóis e Mucugê, a primeira cidade da chapada parece ter parado no tempo. Ali o turismo não se desenvolveu como em outras cidades da região, o que explica os baixos preços e essa relação turista-comunidade ainda pura. Não existem a ganância e a indiferença trazidas, muitas vezes, pela atividade turística intensa. Os sorrisos são sinceros, não apenas estimulados por interesses comerciais.

No carnaval, a tranquilidade de Rio de Contas é quebrada, devido à quantidade de turistas. Uma vez que o turismo não é tão forte no município, é previsível que ele tenha um teor amador, e isto se acentua durante esse período. Faltam guias para acompanhar a demanda, e as agências e guias de turismo não cumprem os horários combinados, por causa do grande número de passeios que se comprometem a realizar.

Os pontos turísticos de acesso mais fácil, como a Cachoeira do Fraga e a Ponte do Coronel, ficam superlotados e repletos de poluição sonora. Ao menos, outro tipo de poluição é evitado: existem fiscais que recolhem o lixo e não permitem que as pessoas desçam à cachoeira com garrafas e latas. A poluição sonora se sente também em cada esquina da cidade, pois grupos de jovens e adolescentes, estudantes de cidades próximas, alugam casas e passam o dia dançando ao som altíssimo dos seus carros ou das caixas de som dispostas sobre a calçada.

Apesar dessas questões, vale a pena que cada um confira o carnaval rio contense e tire suas próprias conclusões, pois a festa é interessante. A celebração começa a partir da tarde, marcada por festa à fantasia, desfiles e concursos de máscaras e bonecos, baile infantil, desfile de baianas e shows nos dois palcos instalados na praça da matriz. As pessoas têm o hábito de se fantasiar e não se vê uma briga. Há muitas famílias com crianças, casais e também jovens solteiros – é um carnaval para todos os gostos.

E quem pensa que no carnaval de Rio de Contas só se escutam marchinhas está enganado: a festa é uma mistura de ritmos. No palco principal, a folia ocorre ao som de hits modernos. Mas a graça está mesmo no palco alternativo, onde várias bandas de qualidade da cidade e da região tocam marchinhas e jovens e adultos vibram, fazem “trenzinho” e brincam ao som alegre de um carnaval já quase esquecido nesse Brasil.

domingo, 17 de abril de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Aonde foi parar o Carnaval cultural?


Meu nome é Valdenberg Trindade (ou simplesmente, Berg) e, apesar de não ter nascido em Rio de Contas, acompanho desde a infância os Carnavais da boa terra.


Conheci os antigos bailes da Associação e do Club Riocontense; os grupos de caretas papietadas ou de fronhas (os chorrós, se não me engana a grafia), que percorriam a ruas da cidade, acompanhados pela molecada; as guerras de talco e farinha de trigo; os carros exóticos do genial Zofir Brasil; o Pequi Elétrico. Este veículo, que existiu por quatro carnavais, “arrastava a massa”, desde o DNOCS, até a Igreja de Santana e era sempre um velho caminhão, com alto-falantes e um barulhento gerador elétrico. O Pequi Elétrico era animado por um estridente cavaquinho e dúzias de caixas de guerra.


Até então, era um Carnaval tradicional e criativo, tendo como essência as bandas de marchinhas e frevos, formadas por talentosos músicos locais.


Isto até o início da década de 1980, quando os sucessivos prefeitos começaram a dar contornos eleitorais à festa, levando-a para palcos cada vez maiores, priorizando bandas de qualidade duvidosa (cópias grosseiras do Carnaval de Salvador). A transformação, aproveitada de forma predatória por comerciantes e lobistas inescrupulosos, coincidiu com o crescimento do turismo em Rio de Contas. O resultado foi um aumento quantitativo nas estatísticas do Carnaval riocontense e a oferta de atrações de péssima qualidade e sem relação com a cultura da cidade. Hoje, o maior espaço para a tradição se resume a um palco “alternativo”, quando este deveria se o palco principal.


Esclareço que não sou um saudositas melancólico e que não sou contra a evolução das festas populares. Na verdade acredito que existe espaço para todos os gêneros musicais e mesmo para as jogadas de marketing dos mandatários. Contudo, seria muito inteligente e bem mais lucrativa a criação de um grande espaço para o axé/pagode em área fora da cidade (com toda infra-estrutura necessária), reservando o centro histórico para o Carnaval tradicional (este sim, gerador de renda e conectado com a preservação cultural de Rio de Contas).


Claro que tudo isso norteado por uma política séria e honesta de ação cultural!


Fica aí a crítica, mas fica também a sugestão!


Valdenberg - Designer, cartunista, artista plástico e pesquisador cultural.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Rio de Contas deve repensar seu carnaval

Redação do Jussi Up
Por Will Assunção
Os foliões que chegaram a Rio de Contas no primeiro dia de carnaval de 2011 tomaram um susto ao perceberem que algo tinha mudado. Muita coisa aparentemente estava fora de lugar. Sinal claro da descaracterização de um dos mais belos carnavais da Bahia, o Carnaval de Rio de Contas levou um duro golpe.

O turista predador está interferindo na organização de um evento majestoso. Algumas cenas do lamentável acontecido: carros com seus imensos “paredões” de som travando disputas nas principais vias da cidade, casas alugadas e transformadas em alojamentos de jovens menores entorpecidos por diversos tipos de drogas, além do comportamento deplorável perante o circuito.

A criatividade da comissão organizadora parece ter ficado limitada. À noite a grande atração eram segmentos que em nada tinham a ver com o evento sediado na eleita Cidade Cultural da Bahia.

Rio de Contas como quase toda cidade turística brasileira, segue alguns dilemas, segundo o qual deve optar pelo que a massa elege como preferencial e fazem parte desse segmento o turista predatório que nada tem haver com esse destino, ou pelo que o ecoturismo deve oferecer, atraindo seu verdadeiro público.

A sensível áurea cultural de Rio de Contas foi atingida, como demonstrado nesse carnaval de 2011 e vem produzindo mudanças no cenário do turismo. O comportamento do fluxo de turistas que a cidade deseja atrair pode retrair a partir deste ano. Paralelamente, a evidência dos problemas ecológicos agrega novos problemas a todas as atividades econômicas da cidade. Pode se dizer que o poder público fez pequenas concessões diante desse cenário, podendo acarretar transformações irreversíveis a essa atividade econômica grandiosa.

Imediatamente após o fim do tão esperando evento de quatro dias de muita música, alegria, observações e estranhezas ganha a boca de todos os que estavam presente, além dos espectadores que acompanharam de longe através das mídias (TV, rádio, revistas eletrônicas, blogs e sites). O sinal de ruína do Carnaval de Rio de Contas, cujas consequências ainda não são totalmente conhecidas, é um momento que nos impõe questionamentos. Enquanto isso, este capítulo não pode se perder no esquecimento permitindo assim, que esta maravilhosa passagem saia de cena.

Will Assunção é turismólogo e assessor de comunicação da Nuclear