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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Operação Chapada Sem Fogo desenvolve ações contra queimadas

Do Governo da Bahia ________________________________________________

Antecipando as ações no período mais seco, quando anualmente é constatada a maior incidência de focos de incêndio, a operação Chapada Sem Fogo está em andamento na Chapada Diamantina. “É importante que todos estejam unidos contra um único inimigo comum, que é o fogo”, conclama o coronel Miguel Filho, comandante do 11º Grupamento de Bombeiros Militares, sediado em Lençóis.

“O objetivo é sensibilizar a comunidade, para que o fogo não seja utilizado como uma forma de manejo do solo para o cultivo, e conscientizar a todos sobre o perigo de um incêndio em grandes proporções para a saúde das populações e o meio ambiente”, afirma Fabíola Cotrim, técnica do Instituto do Meio Ambiente (IMA), que integra a equipe de fiscalização participativa, uma das oito equipes que estão monitorando a Chapada Diamantina.

Até dezembro, mês em que termina o período de estiagem e começam as chuvas, as equipes promovem reuniões em diversos municípios da Chapada Diamantina, com a participação de representantes do Instituto Chico Mendes, Ingá, Ebda, Defesa Civil, prefeituras, comunidades, agricultores e brigadistas voluntários. Essas reuniões vêm agregando centenas de pessoas às ações, que juntas desenvolvem alternativas de prevenção e combate ao fogo na região, conhecida mundialmente por abranger inúmeras unidades de conservação ambiental.

“As unidades de conservação são municipais, estaduais e federais e têm uma vasta biodiversidade, que precisa ser preservada e estudada, além de ser de grande relevância para todos”, acrescenta Fabíola Cotrim, que destaca os pontos: APA Cerra do Barbado, APA Marimbuns/Iraquara, ARI Nascente do Rio de Contas, Parque Estadual Morro do Chapéu, Monumento Estadual da Cachoeira do Ferro Doido, entre outras.

Comitê Estadual de Prevenção

Em junho deste ano, o governador Jaques Wagner criou o Comitê Estadual de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Estado da Bahia, para coordenar os trabalhos. O Comitê Estadual de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, no Estado da Bahia, é coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e reúne representantes da Casa Militar do Governador; Secretaria da Segurança Pública; Secretaria da Saúde; Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à pobreza; Secretaria da Educação; Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária; Secretaria de Turismo; Comando de Operações de Bombeiros Militares; e a Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa). Além de agregar o apoio de órgãos ambientais federais, da Defesa Civil e das secretarias municipais das localidades que mais sofrem com o fogo.

Equipes de fiscalização atuam em tempo integral

Oito equipes do Instituto do Meio Ambiente (IMA) estão, em tempo integral, na operação Chapada Sem Fogo, fazendo um trabalho de fiscalização participativa na Chapada Diamantina. A região, uma das mais afetadas com os incêndios no ano passado, está sendo fiscalizada e monitorada pelas equipes, que vêm fornecendo apoio, orientando sobre as medidas de prevenção e fiscalizando as propriedades rurais onde os focos de incêndio já começaram a aparecer.

Este ano, as primeiras incidências de fogo foram identificadas no município de Rio de Contas, em 19 de julho, e comunicadas ao IMA pelo 11º Grupamento de Bombeiros Militares de Lençóis. Uma equipe foi ao local para dialogar com as comunidades, representantes das prefeituras, brigadistas voluntários e outras organizações ambientais, sobre os riscos das queimadas neste período e as práticas de prevenção.

“Em 2008, atuamos em mais de 21 municípios, de maneira emergencial, fazendo o combate ao fogo. Desde esse período, nos organizamos no sentido de realizar a prevenção, para que não haja reincidência de incêndios nessas áreas e novos focos sejam evitados”, lembra a diretora de Fiscalização e Monitoramento Ambiental do IMA, Carla Fabíola, que tem monitorado pessoalmente a operação.

Os técnicos também estão indo às rádios locais, às escolas e propriedades rurais, num esforço conjunto pela conscientização de todos, para que não façam o uso de queimadas para o manejo do solo, principalmente neste período, entre agosto e dezembro, quando a umidade relativa do ar é muito baixa e o risco de incêndio é maior.

Bombeiros de Lençóis são capacitados em GPS

Bombeiros Militares do 11º Grupamento de Lençóis foram capacitados, em agosto passado, por técnicos do Instituto do Meio Ambiente (IMA) em Cartografia e Sistema de Posicionamento Global (GPS). O curso reuniu bombeiros, entre soldados sargentos e oficiais do grupamento, e três técnicos da Defesa Civil (Cordec).

“Existe uma grande necessidade de se localizar e quantificar as áreas de incidência de queimadas, por parte do Grupamento, utilizando aparelhos de GPS e softwares específicos de localização, que também servem para a produção de mapas, diz Joseval Almeida, um dos instrutores do treinamento.

O treinamento integra a operação Chapada Sem Fogo e ainda está prevista a capacitação de uma nova turma, do mesmo Grupamento de Bombeiros, para este mês de setembro.

Brigadistas de Rio de Contas recebem kits de combate ao fogo

Integrantes da operação Chapada Sem Fogo entregaram oito kits de combate ao fogo para os brigadistas Gaviões da Chapada, em Rio de Contas. Os equipamentos foram fornecidos pela Defesa Civil e cada kit é composto por enxada, abafador, machado, luvas, cantil, facão, bomba costal, apito, botas, blusão, calça e luvas especiais para o combate ao fogo.

Essa foi a primeira entrega de equipamentos aos brigadistas voluntários da Chapada Diamantina e está previsto o fornecimento de mais 150 kits, que serão disponibilizados pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia, ainda neste mês de setembro.

Fonte: Governo da Bahia

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Homem é preso ao atear fogo à vegetação da Chapada

Flagrado ao atear fogo numa área da Chapada Diamantina, o lavrador Edevan de Paula, 40 anos, está preso desde segunda-feira (24) na carceragem da 12ª Coordenadoria Regional de Polícia (12ªCoorpin), em Itaberaba. Tripulantes de uma aeronave da força tarefa criada pelo Governo do Estado para combater os focos de incêndio surpreenderam o lavrador quando sobrevoavam a região.

Edevan de Paula foi autuado em flagrante pelo delegado Diógenes Lopes Maia, titular de Itaberaba, e está à disposição da Justiça. Ao ser preso, o lavrador já tinha destruído 50 metros de vegetação de uma área pertencente ao município de Utinga.

Fonte: AGECOM



segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Chuvas extinguem focos de incêndio na Chapada

Os focos de incêndios que queimaram parte do Parque Nacional da Chapada Diamantina chegaram ao fim nesta sexta-feira (21), segundo informações do coronel PM Carlos Miguel de Almeida Filho, da Casa Militar do Governo do Estado. O incêndio, de acordo com o coronel, foi extinto devido às chuvas que caem na região desde a última quarta-feira (19) e à ação do grupo de trabalho composto por Bombeiros do Estado, brigadistas da Secretaria de Meio Ambiente e do Parque Nacional da Chapada Diamantina, Corpos de Bombeiros da Bahia e do Distrito Federal, Defesa Civil e Casa Militar.
Mesmo com as chuvas, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros continuarão os trabalhos preventivos, o monitoramento e catalogação das áreas afetadas, objetivando minimizar a ocorrência de incêndios florestais no Parque e regiões circunvizinhas. As cidades mais afetadas foram Mucugê, Itaeté e Ibicoara.

Fonte: AGECOM

Fim das quiemadas na Chapada

Finalmente o tão esperado período chuvosa da Chapada (novembro a março) resolveu aparece. Mais do que chuva, chegou a solução para a igorânica do ser humano que teima em fazer queimadas sem ter nem porque. Triste saber que metade do Parque Nacional da Chapada Diamantina virou cinzas. Muitos animais morreram, sem contar nas inúmeras espécies de plantas, muitas das quais endêmicas, ou seja, só existem por aqui.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Estudos vão apontar danos causados pelo fogo à biodiversidade da Chapada

A Secretaria do Meio Ambiente tem concentrado todos os esforços para controlar os incêndios que atingem a Chapada Diamantina. Posteriormente fará o balanço e estudos técnicos necessários, para saber a dimensão dos danos causados à biodiversidade regional.
A informação é do diretor de Unidades de Conservação da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Plínio Neto. Inicialmente, segundo a bióloga Danielle Vilar, da coordenação de Manejo de Unidades de Conservação da secretaria, não há como medir o impacto dos incêndios florestais na biodiversidade da Chapada.
Ela alerta, no entanto, que a freqüência das queimadas favorece a perda de diversidade e alteração na estrutura da vegetação regional. “A alta incidência de fogo impede o desenvolvimento natural da vegetação, o que limita também a sobrevivência de espécies de animais”, explica a bióloga, lembrando que os incêndios geram perdas, que vão desde a biodiversidade local até o aumento do aquecimento global.
A biodiversidade corresponde à variedade de espécies - da fauna, flora e de microorganismos - encontrada em uma determinada região. A Chapada Diamantina detém uma grande variedade de espécies da flora e da fauna e muitas delas encontradas apenas na região, chamadas de espécies endêmicas.
Hoje, a Chapada Diamantina incorpora no seu território, sete Unidades de Conservação Estaduais - Arie Nascentes do Rio de Contas, Monumento Natural Cachoeira do Ferro Doido, Parque Estadual do Morro do Chapéu, APA Marimbus/Iraquara, APA Serra do Barbado, Parque Estadual de Sete Passagens e APA Gruta dos Brejões/Vereda do Romão Gramacho e uma Unidade de Conservação Federal: Parque Nacional da Chapada Diamantina. (www.meioambiente.ba.gov.br).
Fonte: AGECOM

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Incêndios na Chapada Diamantina estão em fase de desaceleração

“Os incêndios florestais na região da Chapada Diamantina estão em fase de desaceleração”, informou o capitão Jean Vianey, do 11º Grupamento de Bombeiros de Lençóis, na manhã desta quinta-feira (13). Ele destacou que os focos de incêndio nos municípios de Lençóis, nas localidades de Barro Branco e Remanso, Rio de Contas e Paramirim já estão controlados.

Os dados sobre o controle dos incêndios foram obtidos na quarta-feira (12), durante sobrevôo da equipe do Grupamento de Bombeiros, o que resultou no monitoramento e levantamento das áreas ainda atingidas pelo fogo.

Segundo o relatório emitido pelo Comando de Operações do Interior, foram verificados focos nos municípios de Bonito (1), Morro do Chapéu (2), Gentio do Ouro (3), Seabra (2), Palmeiras (1), Itaberaba (2), Andaraí (3), Mucugê, Ibicoara e Lençóis, na região da Estiva. “As chuvas não foram suficientes para debelar todos os focos, mas resultaram em aumento da umidade do ar, o que facilita o combate”, disse Vianey.

Hoje, cerca de 30 bombeiros estão combatendo o fogo na região do Gerais do Rio Preto, dentro do Parna Chapada Diamantina, uma área com atributos naturais que atrai turistas do mundo inteiro. Quatro aeronaves tipo air tractor e três helicópteros, sendo um do Grupamento Aéreo da Polícia Militar e dois do Instituto do Meio Ambiente (IMA), estão apoiando as ações.

O trabalho de planejamento e prevenção da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) garantiu que apenas pequenas ocorrências fossem registradas no Parque Estadual de Sete Passagens, localizado no município de Miguel Calmon, que abrange uma área de 2,5 mil hectares e é gerido pelo governo da Bahia.Para o diretor de Unidades de Conservação da Sema, Plínio Neto, a ação tem apoio de 25 brigadistas voluntários e dos seguranças do parque.

Fonte: AGECOM


Pancadas de chuva amenizam fogo na Chapada Diamantina

O 11º Grupamento de Bombeiros Militares de Lençóis (BA), a 409 quilômetros a oeste de Salvador, informou que o avanço dos focos de incêndio o Parque Nacional da Chapada Diamantina - que já teve metade de seus 152 mil hectares queimados, segundo a administração do parque - está diminuindo por causa das pancadas de chuva que caem na área desde terça-feira. "Elas não são suficientes para debelar as chamas, mas aumentam a umidade do ar, facilitando nossos trabalhos", afirmou o capitão Jean Vianey.
  • Walter de Carvalho/Agência A Tarde

    Fogo consome a Chapada Diamantina em foto do último dia 23


No início da semana, a umidade relativa do ar na região atingiu níveis críticos, entre 10% e 12%, segundo o governo baiano. A estiagem durou 120 dias. Chuvas fortes, porém, só são esperadas no fim da próxima semana. De acordo com Vianey, por causa das melhores condições climáticas, os focos de incêndio atingem, hoje, 17 áreas da região - eram 31 há dois dias. Ainda não há, porém, controle sobre o fogo nem uma leitura real do tamanho do prejuízo causado pelas chamas ao meio ambiente. "Só depois de acabarmos com os focos de incêndio faremos os estudos técnicos necessários para saber a dimensão dos danos causados à biodiversidade regional", disse o diretor de Unidades de Conservação da Secretaria Estadual de Meio ambiente, Plínio Neto.

Fonte: Agência Estado/UOL

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Fogo é ameaça para a rica biodiversidade da Chapada

As queimadas no Parque Nacional da Chapada Diamantina prejudicam uma das áreas mais ricas em biodiversidade do mundo, segundo a botânica Ana Maria Giulietti, professora da Universidade Estadual de Feira de Santana. Coordenadora de pesquisas da flora da Bahia, Giulietti é responsável pela descrição de espécies endêmicas da Chapada como a sempre-viva-de-mucugê (Syngonanthus mucugensis Giulietti). Ela ressalta que o maior prejuízo das queimadas recairá sobre as espécies que têm ocorrência restrita a esta região.

Giulietti cita o caso do Pico das Almas, onde, das 1.100 espécies existentes, 10% são exclusivas do local, não existindo em outras regiões. "Uma queimada dessas tem conseqüências inimagináveis", diz ela, ressaltando que o atraso das chuvas, que são esperadas nos meses de setembro e outubro, contribui para piorar a situação.

mudanças climáticas - Giulietti lembra que a mudança no regime das chuvas pode estar associada às mudanças climáticas. De acordo com as previsões do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), a temperatura média nas regiões semi-áridas estarão até três graus mais elevadas em 2020, o que, segundo ela, trará resultados imprevisíveis, principalmente para as partes mais úmidas. Para ela, a saída é o controle mais rígido da prática de queimadas, que ainda é usada por fazendeiros que crêem que isso ajuda na renovação das pastagens.

Fonte: Jornal A Tarde

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Fogo destrói metade do parque da Chapada Diamantina

Cerca de 70 mil hectares do Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia, já foram atingidos pelo fogo na região, segundo informações do superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Célio Pinto. A área queimada corresponde a metade da área da reserva. Cerca de 300 pessoas - 150 voluntários, 42 brigadistas do Ibama, além de bombeiros -, trabalham para tentar controlar os focos de incêndio. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), helicópteros da Polícia Militar (PM) e aviões contratados pelo governo baiano auxiliam no combate às chamas, segundo Célio.

Além do parque, diversos municípios também foram atingidos pelos incêndios, comuns nesta época do ano por causa do calor na região da Chapada. "Desta vez, a situação está preocupante por causa das condições climáticas", afirmou o superintendente. "Além do tempo, a Polícia Militar investiga os incêndios criminosos na região", disse.

Os focos de incêndio começaram a destruir a vegetação característica da Mata Atlântica do parque, na região do Rio de Contas, no mês passado. O incêndio chegou a ser controlado no final do mês, mas outros focos foram registrados, segundo o superintendente. Hoje, a Coordenação Estadual de Defesa Civil (Cordec) deve se reunir com representantes do governo, da secretaria do Meio Ambiente, do Ibama e dos bombeiros para fazer um balanço das operações e discutir estratégias para o combate às chamas.

Fonte: Agência Estado/Jornal A Tarde

Quiemadas continuma a assolar Rio de Contas

Já está virando rotina as queimadas nesse período do ano (outubro/novembro) em Rio de Contas. Algo de estranho e misterioso vem acontecendo, pois nunca antes havia tantos focos de incêndios como os que vem ocorrendo nos últimos anos.

O Governo do Estado já decretou situação de emergência em diversas cidades da Bahia.
Em Rio de Contas elas atingem áreas de relevante interesse ecológico, a exemplo das inúmeras nascente de rios e áreas de preservação ambiental como a APA Serra do Barbado.
O Jornal a Tarde deu grande destaque a problemática.