quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Rio de Contas também é destaque na cidade de Sorocaba - SP

Apesar do erro no título com o nome da cidade agradecemos pela lembrança. Confira a matéria:

Rio das Contas: natureza, aventura e história

Considerada um dos três mais importantes conjuntos arquitetônicos coloniais da Bahia, tombada pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a cidade de Rio de Contas, com suas ruas largas e floridas, ladeadas por casarões coloniais, reúne um raro Acervo Público com cartas de alforria, sentença eclesiástica e certidões de escravos originais.

Dentre as construções centenárias, estão os prédios do Paço Municipal, a antiga Casa de Câmara e Cadeia - onde funciona atualmente o Fórum -, a antiga Casa de Fundição, as igrejas matriz do Santíssimo Sacramento e de Santana (ambas do século XVIII), as capelas de Bom Jesus da Lapa e de São Sebastião (ambas do século XIX), e o teatro São Carlos - único construído na Chapada.

Situada a 1.200m de altitude, Rio das Contas encanta, também, pela impressionante diversidade de sua flora: já foram catalogados 100 tipos de flores não-identificadas, além das mais de mil espécies vegetais diferentes. A cidade oferece o autêntico turismo ecológico, em meio a um clima agradável de montanha.

O destaque fica por conta do Pico das Almas, um dos mais altos pontos do estado, com quase 2.000m, e que abre a uma vista maravilhosa dos grandes vales verdes recortados por rios, montanhas e pedras. A aventura inclui, ainda, acampamento no santuário ecológico do Largo do Queiroz, escaladas e trekking por riachos e matas.

A bela cachoeira do Fraga; a ponte do Coronel; o povoado de Mato Grosso, com suas flores e hortaliças; e a Estrada Real que leva a Livramento, construída com grandes pedras regulares, há 300 anos, por escravos, são outros bons motivos para conhecer Rio de Contas.

Cachoeiras
Primeira cidade planejada do Brasil, Rio de Contas mescla o patrimônio arquitetônico colonial com vales de flora exótica, rios, poços e cachoeiras nos maiores picos de altitude do Nordeste.

Mais próxima da cidade, 12 km abaixo da serra que separa Rio de Contas de Livramento, a Cachoeira do Brumado, do alto dos seus 70 m de altura, forma uma espetacular queda d'água com quatro saltos em seqüência. Na trilha até a cachoeira, vestígios da antiga estrada real que ligava Rio de Contas a Livramento no período de exploração do ouro. O local é ótimo para nado.

Um dos principais cartões postais da cidade, a Cachoeira do Fraga fica na saída do município, do lado direito da estrada que vai para Livramento do Brumado. Formada pelo Rio Brumado, tem vários saltos que caem em bacias moldadas pela natureza em três níveis diferentes. Também é ideal para nadar.

Fonte: Portal Sorocabano

Guia 4 Rodas elege a estrada de Rio de Contas a Livramento como a 5ª melhor da Bahia

O importante Guia 4 Rodas classificou a rodovia BA 148, que liga a cidade de Rio de Contas a Livramento de Nossa Senhora como a 5ª melhor da Bahia. O fato é que esse título não se deve pelo seu estado de conservação, mas sim pela inusitada cor verde, uma vez que a mesma já apresenta inúmeras falhas, falta de sinalização de alguns pontos, a rocagem do mato e a falta da maioria dos chamados "olho de gato" arrancados pela força dos carros e que conferia uma beleza singular a quem trafegava por ali a noite. Mas confira na íntegra o cometário.

"Repórteres e editores do Guia Quatro Rodas passam a metade do ano ralando nas estradas, percorrendo 250 mil km pelo Brasil. Deixam de ir a casamentos, nascimentos, formaturas e aniversários da vovó. Tudo isso para retratar da melhor forma o turismo brasileiro. Nesse espaço, contarão as novidades e boas histórias trazidas na bagagem.

As melhores estradas da Bahia

O estado tem a segunda maior malha rodoviária do país, no entanto para a equipe do Guia Quatro Rodas foi um parto escolher as melhores estradas.

As campeãs de asfalto
1ª) BA-001 – Canavieiras-Ilhéus-Itacaré – Ao sul, de Ilhéus a Canavieiras, a estrada foi toda restaurada e apresenta sinalização eficiente. Ao norte, de Ilhéus a Itacaré, chamada de Estrada-Parque, foi a primeira estrada ecológica planejada do país, com canaletas sob a pista para garantir o trânsito dos animais.

2ª) BA-099 (Estrada do Coco) – Salvador-Praia do Forte – A lenta duplicação chegou no trecho final da bem-sinalizada estrada, que começa ao lado do aeroporto e passa dentro de várias área urbanas.

3ª) BA-099 (Linha Verde) – Praia do Forte-divisa BA/SE – Continuação da Estrada do Coco, a única rodovia administrada por concessionária passa um pouco longe da praia, mas dentro de um mar de coqueiros. No pedágio, cobrado nos dois sentidos, automóveis pagam R$ 4,60 durante a semana e R$ 6,90 nos fins de semana e feriados.

4ª) BR-324 – Salvador-Feira de Santana – Liga as duas maiores cidades do estado e pela sua importância merece melhor manutenção, mas tem a vantagem de ser uma das duas rodovias duplicadas do estado.

5ª) BA-148 (Estrada Verde) – Livramento de Nossa Senhora-Rio de Contas – São apenas 13 km construídos com pavimento verde para se integrar à mata da Chapada Diamantina.


Oficina de Sonhos e Bonecos


Destacamos aqui o Blog do Projeto Sonhos e Bonecos. Uma das mais belas inciativas em projetos para Rio de Contas e que agora obteve aprovação dentro do Programa Pontos de Cultura da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Em breve, confira aqui mais detalhes sobre esses projetos.

O Blog pode ser acessado através do link http://sonhosebonecos.blogspot.com/

"A Oficina de Sonhos e Bonecos é um iniciativa da arte-educadora, bonequeira, artesã e contadora de histórias Flávia Pacheco para realização de projetos que envolvam arte, cultura e educação. É um sonho que existe desde 1996 quando foi realizado a primeira oficina de fantoches de cabaça, ainda em Vitória da Conquista-Ba. Desde então muitos bonecos ganharam vida, muitos sonhos foram realizados e ainda há muitos sendo sonhados. Hoje atuamos em Rio de Contas-Ba e junto com vários sonhadores e sonhadoras desejamos espalhar a alegria de viver, sonhar e se encantar. Em 2006 começamos viver um desses momentos encantadores através de uma rica parceria com o Projeto Grãos de Luz e Griô que com o apoio do Criança Esperança está nos permitindo realizar diversas práticas pedagógicas que envolvem a tradição oral."

Trecho extraido do blog do projeto

Sancionada lei que dispõe sobre o controle de zoonoses em Rio de Contas

É notória em Rio de Contas a grande quantidade de animais (felinos e caninos) soltos pelas ruas.
Foi publicada na Diário Oficial do Município de Rio de Contas a Lei nº 81/2009 de 19 de janeiro de 2009.
O Diário Oficial do Município contendo todos os atos do Executivo Municípial pode ser acessado através do site http://www.riodecontas.ba.io.org.br/ no link Atos Oficiais > Edições
Diário Oficial

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Lei Municipal n°081/2009, de 19 de janeiro de 2009.

“Dispõe sobre o controle de zoonoses e das populações canina e
felina e dá outras providências”.

O PREFEITO MUNICIPAL DE RIO DE CONTAS, faz saber que a Câmara de Vereadores aprovou e eu sanciono a
seguinte Lei:

Art. 1° - Passa a ser regulado, nos termos da presente Lei, o desenvolvimento de ações objetivando a prevenção e o
controle das zoonoses, bem como o controle das populações canina e felina no Município de Rio de Contas, Estado da Bahia.

Art.2° - O Poder Executivo criará o Centro de Controle de Zoonoses, que ficará vinculado à Secretaria Municipal de
Saúde, Secretaria do Trabalho e Assistência Social, Secretaria do Meio Ambiente, o qual será responsável, em âmbito
Municipal, pela execução das ações mencionadas no Art.1°.

Art.3° - Para efeito desta Lei, entende-se por:
I – ZOONOSES: Infecção ou doença infecciosa transmissível naturalmente entre animais vertebrados e o ser humano e
vice versa;
II – AGENTE SANITÁRIO: Fiscal e Médico Veterinário do Centro de Controle de Zoonoses, da Secretaria Municipal da
Saúde, Trabalho e Assistência Social e Secretaria de Meio Ambiente;
III – CÃES MORDEDORES VICIOSOS: Os causadores de mordeduras à pessoas ou outros animais, em locais públicos,
de forma repetida;
IV – DEPÓSITO MUNICIPAL DE PEQUENOS ANIMAIS: As dependências apropriadas do Centro de Controle de
Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde, Trabalho e Assistência Social e a Secretaria de Meio Ambiente, para alojamento
e manutenção dos cães e gatos apreendidos.

Art.4° - São objetivos básicos das ações de prevenção e controle de zoonoses:
I – Prevenir, reduzir e eliminar a morbidade e a mortalidade, bem como os sofrimentos humanos causados pelas
zoonoses urbanas prevalentes;

II – Preservar a saúde da população, mediante o emprego dos conhecimentos especializados e experiências da Saúde
Pública Veterinária.

Art.5° - São objetivos básicos das ações de controle das populações canina e felina:
I – Prevenir, reduzir e eliminar as causas de sofrimento dos cães e gatos;
II – Preservar a saúde e o bem estar da população humana, evitando-lhe danos ou incômodos causados por cães e
gatos.

Art.6° - Todo o proprietário de animal canino ou felino é obrigado a mantê-lo, permanentemente imunizado contra a
Raiva.
Parágrafo Único – A Secretaria Municipal da Saúde, do Trabalho e Assistência Social e Meio Ambiente, promoverá,
anualmente, campanha de vacinação contra a Raiva, podendo, para tal, celebrar convênios com órgãos Estaduais de coleira e
guia, e conduzidos por pessoa com idade e força suficientes para controlar o movimento do animal.

Art.7° - É proibido o passeio de cães nas vias e logradouros públicos, exceto com o uso adequado de coleira e guia, e
conduzidos por pessoa com idade e força suficientes para controlar os movimentos do animal.

Art.8° - Será apreendido todo e qualquer canino ou felino:
I – encontrado solto nas vias e logradouros públicos ou em quaisquer locais de livre acesso à população;
II – conduzido por pessoa incapaz de controlá-lo, ou em local e horário proibido;
III – mordedores viciosos, condição esta constatada por Agente Sanitário, ou comprovada mediante dois ou mais
boletins de ocorrência policial;
IV – Suspeito de Raiva ou outras zoonoses.

Art.9° – Todo o cão apreendido será recolhido ao Depósito Municipal de Pequenos Animais, de onde somente poderá
ser resgatado após o pagamento da multa de meio salário mínimo, elevada a um salário mínimo, no caso de reincidência,
além do pagamento das diárias em valor a ser afixado pelo Executivo e demais despesas, comprovadamente efetuadas com o
transporte, alimentação, assistência veterinária e outras.
Parágrafo Primeiro – Qualquer animal em que esteja evidenciada sintomatologia clínica de raiva, constatada por médico
veterinário, deverá ser isolado e/ou sacrificado.
Parágrafo Segundo – O resgate no caso de apreensão com base no inciso IV, do artigo 9°, somente poderá ocorrer se
constatado, por Agente Sanitário, não mais persistirem as causas ensejadoras da apreensão.
Parágrafo Terceiro – Os animais apreendidos cujos donos não forem localizados no prazo de 5 ( cinco) dias úteis,
permanecerão no depósito municipal de pequenos animais, quando serão considerados “abandonados” podendo sofrer as
seguintes destinações:
I – adoção por pessoa interessada;
II – doação a entidade científica oficial;
III – sacrifício.
Parágrafo Quarto – No caso de infração dos artigos 7° e 8°, a apreensão será dispensada se a situação for
imediatamente resolvida com o recolhimento do animal, por seu proprietário, de qualquer modo, ao pagamento da multa.

Art.10 – O Município de Rio de Contas,não terá responsabilidade por dano ou óbito do animal apreendido, nem por
eventuais danos materiais ou pessoais causados pelo animal durante o ato de apreensão, salvo se demonstrada conduta
irregular de seus agentes.

Art. 11 – O cão ou gato, nas condições dos incisos III e IV, do art.9°, cuja apreensão for impraticável, poderá, a juízo de
um médico veterinário, ser sacrificado in loco.
Parágrafo Único – Para o sacrifício, quando for a medida necessária, tanto no caso deste artigo como do anterior,
sempre será utilizado método será utilizado método seguro e indolor, obedecendo às normas da Fundação Nacional de
Saúde.

Art.12 – Os recursos arrecadados à título de multas e demais emolumentos referentes ao serviço de apreensão de cães
e gatos, serão destinados à manutenção do depósito municipal de pequenos animais.

Art.13 – As despesas com a execução desta lei correrão por conta de dotações orçamentárias próprias.

Art.14 – Revogadas as disposições em contrário esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Gabinete do Prefeito, 19 de janeiro de 2009.

Márcio de Oliveira Farias
Prefeito

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Críticas às políticas públicas para o meio ambiente em Rio de Contas

Democracia é isso. Encontramos por ai não somente elogios a nossa cidade, mas também críticas. Algumas bem fundamentada como a que está reproduzida aqui.

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Rio de Contas-BA- O descaso e ausência de políticas publicas para o meio ambiente PDF Imprimir E-mail
04 de novembro de 2008

Rio de Contas, 20 de outubro de 2008

Sr. Plínio Neto

Diretor da DUC – Diretoria Gestão de Unidades de Conservação

A APA da Serra do Barbado compreende quase 70 mil hectares e abrange trechos de seis municípios: Rio de Contas, Piatã, Érico Cardoso, Abaíra, Jussiape e Rio do Pires. Foi tombada pelo decreto 2183, em 1993, portanto já tem 15 anos de idade. Esta APA abriga as regiões de maior altitude do Nordeste Brasileiro e se localiza na porção sul da Chapada Diamantina, o chamado Circuito do Ouro. Esta região também possui uma importante malha hídrica que abastece a Bacia do Rio das Contas, um dos maiores, senão o maior rio estadual baiano. O conjunto serrano altamente escarpado que compõe a APA Serra do Barbado representa também uma zona de transição entre biomas da caatinga, do cerrado e da Mata Atlântica, além da presença de campos rupestres nas porções mais elevadas. Estas serras representam um verdadeiro “berço das nascentes” funcionando como divisor de águas das bacias hidrográficas do Rio Paramirim (São Francisco) e do Rio de Contas, com uma grande profusão de mananciais esculpindo o relevo com cascatas e poços de impressionante beleza cênica.

Dentre as principais espécies animais encontradas na região, destacam-se, entre os mamíferos, algumas variedades de primatas, a suçuarana, o veado catingueiro, raposas, mocós e o tamanduá-mirim, entre outros. A fauna é abundante, ocorrendo o endemismo de algumas espécies como o beija-flor de gravatinha vermelha.

Em relação à flora, vários estudos apontam a incidência de muitas espécies endêmicas, destacando-se a abundância de bromeliáceas, orquidáceas, vioziáceas e melastomáceas. A Estrada Real atravessa a APA, ligando os antigos distritos garimpeiros com caminhos calcados de pedras, conservados até hoje. O café cultivado em alguns povoados serranos e a produção de cachaça em alambiques no entorno da APA são outra peculiaridade local. A paisagem serrana do Pico do Barbado e Itobira, entremeados por florestas e vastos campos rupestres, seja pelos belíssimos campos de altitude como o velho Campo o Cigano, do Bittencourt ou do Lavra Velha.

Cachoeira das Andorinhas, o Poço da Michelânia, o Poço do Melado, as Cachoeiras do Mocotó, entre outros. Portanto seu potencial turístico é enorme. Porém tem problemas ambientais que têm, ano a ano, se tornado cada vez mais sérios: Desmatamento, transporte e venda ilegal de madeira, Caça e comércio ilegal de aves e mamíferos, Queimadas, garimpo, agricultura sem manejo preservacionista, Erosão, Captação irregular dos cursos d’água, Ocupação de brejos, beiras de rios e encostas (APPs). Contaminação do solo e curso d’água, Lançamento de esgotos a céu aberto,
Depósito e queima irregular do lixo.

Ao longo dos últimos cinco anos, a questão dos incêndios florestais têm se intensificado, de forma assustadora. Apesar de já existir um Conselho Gestor da APA desde 2003, nenhuma resposta efetiva foi dada até então aos anseios da população representada por seus conselheiros. A ausência de ações afirmativas que partisse deste Conselho provocou um descrédito na população, que não reconhece este território como tombado. Sequer se tem até hoje uma sinalização básica, pra se mostrar o que é APA e o que não é dentro dos territórios dos municípios que a compõem. Com base no que expusemos é que em final de 2007, depois de um ano particularmente difícil no que se refere aos incêndios florestais é que pessoas que já contribuíam informalmente, formalizaram uma Brigada contra Incêndios, e desde o início, conforme consta no próprio estatuto desta Associação se propuseram a trabalhar com educação ambiental e prevenção. Foi feito um projeto em parceria com o Movimento Ambientalista Gavião, e apresentado ao ISPN, Brasília, num edital para projetos sócio-ambientais. Este projeto, pesar de elogiado pelo seu potencial, não foi aceito pelo seguinte motivo: segundo a OSCIP, seria um programa que caberia ao Governo do Estado da Bahia assumir e ainda nos aconselhou a procurar a SEMA para tal. Foi o que fizemos. Porem, até a presente data não obtivemos resposta. Gostaríamos de ressaltar aqui, que desde maio de 2007 não acontecem reuniões deste Conselho, e nem tivemos respostas do que produzimos na última reunião. E muitas outras coisas têm acontecido desde então. Temos notícias de que algumas grandes mineradoras, inclusive estrangeiras, estão comprando terras, morros, inclusive dentro da APA para exploração de manganês. O que nos preocupa é: Esta compra, este mapeamento está sendo monitorado pelas instituições ambientais do governo do estado?

Que espécie de exploração é esta que não mantém a população informada de seus planos? Tudo é feito de forma às escuras? Onde ninguém sabe de nada... A única coisa que soubemos é que já foram adquiridos aproximadamente 50 mil hectares de área. Já que o caso é de mineração de grande porte, a SEMA não deveria pelo menos provocar uma audiência pública para trazer, às claras, quais são os verdadeiros planos destas grandes empresas?? Este ano, apesar de 2007 os incêndios beirarem à catástrofe completa, tudo se repetiu, apesar de envidarmos esforços para que fosse evitado. Membros da Brigada e do MAG se mobilizaram, pediram que fosse instalada desde julho, uma base mínima do Corpo de Bombeiros na região, e nada aconteceu. Desde julho temos combatido incêndios sem o mínimo de equipamentos de segurança e nem auxílio governamental de espécie alguma, principalmente no que diz respeito ao transporte. Não temos veículos disponíveis no município. Ninguém quer emprestar seu veículo particular para colocá-lo em estradas de difícil acesso. Já entramos em contato com a DEFESA CIVIL. O Comando Geral do Corpo de Bombeiro, bem como com o Comando Geral da PM da Bahia, a Casa Civil, e a SEMA e até agora não obtivemos resposta. Tivemos incêndios de grande proporção novamente este ano que trarão prejuízos a médio prazo, pra o próximo período de estiagem. Como já aconteceu este ano onde queimou no ano de 2007. Ficam os seguintes questionamentos: Praticamente todos os Picos, com altas altitudes no Brasil são protegidos como Parque Nacional. Como é que em nossa região que têm os Picos mais altos do Nordeste Brasileiro, inclusive Serra das Almas, não se têm uma política definida de proteção integral nas áreas mais relevantes????????? Como não se tem como prioridade proteger os mananciais formadores de tão importantes bacias, e áreas de flora endêmica reconhecidas internacionalmente, mas que sequer tem o mínimo de intervenção estatal??? Onde, pelo visto, qualquer pessoa ou empresa entra, faz intervenções, põe fogo, retira pedras, desmata beiras de rio e APP, numa região que desde 1993 é tombada, e nada até então foi efetivado??? Já não temos mais tempo para ter coisas só no papel, fazer reuniões só pra constar, prestar contas ao público de forma biônica, sem realmente ver ações afirmativas acontecerem. Colocamo-nos mais uma vez à disposição desta instituição, mas precisamos ver políticas públicas concretas que realmente funcionem, porque estamos numa nova gestão, e ela realmente precisa ser diferente do que temos acompanhado até então.

Fonte: APA


O presente texto encontra-se neste link

Instituto Mauá fortalece o artesanato baiano

Mostra de artesanato, lançamento de catálogo, cursos de capacitação, rodada de negócios e realização do primeiro Encontro Baiano de Artesanato foram algumas das muitas ações desenvolvidas pelo Instituto de Artesanato Visconde de Mauá em 2008. Responsável pela promoção, comercialização e fomento do artesanato da Bahia, o Mauá exerce um papel de destaque na preservação da cultura baiana e na geração de renda para centenas de família.

O 1º Encontro Baiano de Artesanato aconteceu entre os dias 26 e 28 de novembro, em Salvador, reunindo artesãos dos 26 territórios de identidade, além de autoridades locais e internacionais. O objetivo foi discutir e elaborar o documento Linhas de Ação e Diretrizes para a Política de Articulação Territorial do Artesanato da Bahia, que servirá de base para toda ação do governo na construção de políticas públicas para o artesanato baiano.

O documento orienta, por exemplo, que seja criado um edital específico para o apoio ao artesanato, alocando recursos aos 26 territórios de identidade. Também defende a construção da Casa do Artesão, a oferta de subsídios para a compra de equipamentos e matérias-primas, e que os técnicos do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) sejam capacitados sobre as especificidades do artesanato, com o objetivo de facilitar o atendimento.

A valorização da cultura local e a garantia de geração de renda e trabalho para as centenas de pessoas que vivem da produção do artesanato na Bahia foram os tópicos mais destacados durante os três dias do evento, realizado em parceria com o Núcleo de Culturas Populares, da Secretaria de Cultura (Secult).

Mostra dos territórios de identidade

Depois de um jejum de 40 anos, o Mauá retomou em 2008 a Mostra de Artesanato dos Territórios de Identidade da Bahia. Em dois dias de exposição, o público pode conhecer um pouco mais a beleza e a riqueza da arte tradicional e contemporânea do estado.

Em paralelo à abertura da mostra, foi lançado o catálogo Artesanatos da Bahia, reunindo em uma mesma publicação referências históricas e culturais do artesanato baiano, assegurando o direito à memória e à preservação das produções locais.

O apoio às associações indígenas e quilombolas nos municípios de Simões Filho, Rodelas e Banzaê, por meio de incubadoras, totalizando um investimento de R$ 700 mil, oferecendo-lhes apoio jurídico, logístico, qualificação, dentre outros benefícios, também integra o cronograma das ações de preservação e fomento promovidas pelo Mauá.

Incremento da comercialização dos produtos

Viabilizar a venda dos produtos dos artesãos baianos é também ação do Instituto Mauá. Por meio de suas lojas na capital baiana (Pelourinho e Barra) e das feiras que participa em outras cidades, o Mauá comercializa peças de artesanato das mais diferentes tipologias e regiões do estado. Essa ação, estratégica para facilitar o escoamento da produção, resultou na comercialização de 20.525 peças artesanais de janeiro a outubro de 2008.

O instituto também promove feiras próprias, como a já tradicional Feira Baiana de Artesanato, que acontece quinzenalmente, aos sábados e domingos, no Jardim dos Namorados, desde a primeira semana de setembro.

Em apenas dois meses de funcionamento, a feira, realizada em parceria com a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Sebrae e Banco do Nordeste, beneficiou mais de mil artesãos, gerando uma receita de R$ 206 mil em venda direta. A última edição dessa temporada acontece em 29 de março deste ano.

A fim de fortalecer a produção artesanal e preservar a cultura local, o Mauá realiza a compra diretamente nas comunidades. Para comercializar por meio do instituto, é necessário possuir um cadastro prévio, além da obtenção da ‘carteira do artesão’, que garante acesso a outros mercados. Hoje, são seis mil cadastrados, que, dentre outras vantagens, recebem benefícios como isenção de impostos nas operações de comercialização.

Visando aproximar os núcleos produtivos de artesanato das grandes redes de loja, o instituto organizou em julho, em parceria com o Sebrae, uma rodada de negócios. O encontro reuniu representantes de 15 empresas nacionais, além de uma estrangeira, que adquiriram peças produzidas nos municípios de Barra, Costa dos Coqueiros, Maragogipinho, Nova Soure, Santa Brígida, Litoral Norte, Rio de Contas, Santa Rita de Cássia, Salvador, Saubara e Valente.

Os negócios geraram uma receita de R$ 56 mil, beneficiando os mais de dois mil artesãos que comercializaram a sua produção diretamente com os empresários.

Parcerias sociais

Consciente de que a produção artesanal é um estímulo ao talento e à criatividade e um caminho para a inclusão social, o Mauá celebrou convênios com instituições governamentais.

Juntamente com a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab), o instituto desenvolve o projeto Criamundo, que oferece oficinas de cestaria e trançado para usuários do Hospital Juliano Moreira. O projeto foi apontado como um importante trabalho terapêutico e viabilizou a geração de renda e a inserção social dos participantes por meio da comercialização dos seus produtos.

A parceria com a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) rendeu oficinas de capacitação em casas de detenção. Entre os meses de novembro de 2007 e outubro de 2008, 40 internas da Penitenciária Lemos Brito foram capacitadas em oficinas de tecelagem e cestaria. As oficinas voltaram a acontecer também de outubro a dezembro. Na Colônia Penal de Simões Filho, o número de beneficiados que participaram das oficinas de artesanato chegou a 150 internos.

Oficinas de tecelagem e cerâmica contemplaram cerca de 80 adolescentes e jovens aprendizes, que lotaram o Centro Educacional Santo Antônio (Cesa), instituição ligada às Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), durante os meses de março e dezembro de 2008. A ação integra o Programa de Atendimento e Inclusão Social.

Para fortalecer e promover a produção artesanal, o Mauá não descuida da qualificação dos artesãos. Em 2008, foram quase dois mil beneficiados com cursos de reciclagem de conhecimentos em oficinas de design, formação de preços, técnicas e métodos de produção, gestão, associativismo e comercialização.

As oficinas são abertas aos profissionais de todas as tipologias de artesanato e integram as ações em torno do fortalecimento do processo de organização do segmento, apoiando núcleos e comunidades para qualificação de mão-de-obra e acesso ao mercado.

Participação em eventos nacionais e internacionais

Em 2008, o Mauá participou de cinco eventos de abrangência nacional e internacional, permitindo aos artesãos a ampla divulgação dos seus trabalhos e o contato direto com comerciantes e o público em geral. Um dos destaques foi a Feira Internacional de Cultura e Artesanato (Feincartes), em junho, em Salvador. No mesmo mês, participou do 3ª Salão do Turismo – Roteiros do Brasil, realizado em São Paulo.

Em julho, no estado de Pernambuco, o Mauá levou o artesanato baiano para ser exposto na tradicional Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Feneart), considerada o maior evento de artesanato do Brasil.

O instituto marcou presença ainda na 2ª Mostra de Artesanato Regional – Nordeste Criativo, que aconteceu no Maranhão, entre 8 e 14 de setembro. Ainda em setembro, em Brasília, o artesanato baiano foi divulgado e comercializado durante o I Salão Internacional do Artesanato.

Fonte: AGECOM

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Nove vagas em Rio de Contas para seleção do Estado

A Secretaria Estadual da Educação (SEC) vai realizar seleção pública simplificada para preenchimento de 3.908 vagas, por meio do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). São 2.027 vagas para professores da educação básica, 1.663 para professores da educação profissional e 218 vagas para técnicos dos níveis fundamental, médio e superior. As inscrições começam nesta quinta-feira (29) e vão até 9 de fevereiro.

Os interessados podem se inscrever no site da empresa organizadora da seleção, a Consultec, em www.consultec.com.br. As provas serão realizadas em 1º de março, pela manhã e à tarde, de acordo com a vaga pleiteada. Maiores informações podem ser obtidas no edital da seleção, publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial do Estado, ou nos sites www.sec.ba.gov.br e da própria Consultec.

Para Rio de Contas foram disponibilizadas nove vagas:

  • Língua Estrangeira - Inglês
  • Matemática
  • Língua Portuguesa
  • Educação Física
  • Biologia
  • Física
  • Química
  • Educação Artística
  • Filosofia
Podem se inscrever pessoas com nível médio completo, superior a partir do 6º semestre e superior completo. A distinção é válida para fins salariais (que pode ser consultado no Edital).

Rio de Contas é destaque no Estado do Paraná

Rio de Contas continua a ser divulgada pelo Brasil afora. Dessa vez foi um dos mais importantes portais de comunicação daquele Estado, o Paraná On Line, do Grupo de Comunicação Paulo Pimentel.

Confira a íntegra da nota:

Rio de Contas foi o primeiro município planejado do Brasil

Situada ao sul da Chapada Diamantina, Rio de Contas é uma das primeiras cidades históricas da Bahia, fundada no século XVII. Uma das raras "cidades novas", criadas por Provisão Real em 1745. A primeira cidade planejada do Brasil. O município preserva o traçado antigo, apresentando praças e ruas amplas,

igrejas barrocas, monumentos públicos e religiosos em pedra e o casario em adobe. Sobrados cercam uma praça bem cuidada, com luminárias de ferro. De um lado, está a Casa de Câmara e Cadeia. Do outro, a Igreja Matriz. Duas construções do século XVIII. A vida segue tranqüila, com gente conversando nos bancos da praça e carroças levando latões de leite pelas ruas de paralelepípedo.
Em quase 14 anos de trabalho permanente, o resultado é uma cidade com mais de 400 casarões dos séculos XVII e XVIII recuperados. Na área Central, quase não há construções modernas. Os destaques ficam para o prédio da prefeitura, o Teatro São Carlos, as igrejas da Matriz e de Santana. Nos arredores, há várias cachoeiras e um trecho da Estrada Real, caminho de pedras construído no século XVIII.

Em dia com a história, a cidade começa a receber turistas interessados em conhecer um pouco do passado. E esse aumento do turismo é que pode garantir a prosperidade do lugar: o respeito do passado ajudando a construir um futuro melhor.

Fonte: Paraná Online

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Rio de Contas e sua altitude

De acordo com os dados do Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil (2000) a cidade de Rio de Contas está a 999 metros de altitude. Isso quer dizer que é 132ª cidade mais alta do Brasil. Em primeiro lugar está Campos do Jordão no Estado de São Paulo com 1628 metros.

Se levarmos em conta apenas a região nordeste, Rio de Contas ocupa o posto de 8ª cidade mais alta do nordeste. No Estado somos a 6ª cidade mais alta. Nas primeiras posições estão respectivamente, Piatã (1268 m), Gentio do Ouro ( 1098 m), Ibicoara ( 1027 m), Barra da Estiva (1026 m) e Morro do Chapéu ( 1011 m).

As cidades que nos tiram a 6ª e a 7ª posição no nordeste são respectivamente Triunfo (1004 m) e Poção (1000 m) ambas do Estado de Pernambuco.

Vale lembrar que altitude é um dos fatores que contribuem para que Rio de Contas tenha esse clima ameno o ano todo.

EU LEVO OU DEIXO?

Não só um espaço de notícias, mas também de interação.
Então, em tempos de reforma ortográfica essa cai muito bem!


Contam que certa vez Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do quintal. Chegando lá, constatou que havia um ladrão tentando levar seus patos de criação.
Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus amados patos, disse-lhe:
- Oh, bucéfalo anácroto! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.
Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinquagésima potência do que o vulgo denomina nada!!!!!!!
E o ladrão, confuso, respondeu:
- Doutor, eu levo ou deixo os patos?