quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pré Carnaval Mandú

O PROJETO MANDÚ CARNAVAL TRADICIONAL – aprovado no edital de Culturas Populares do Fundo de Cultura do estado da Bahia, tem por objetivo a revitalização do carnaval tradicional ,estimular a diversidade cultural da mais expressiva festa cultural de Rio de Contas.
Proposto pela Ong OASIS,Ponto de Cultura Ciranda de Bonecos , o projeto visa realizar oficinas de máscaras, bonecos , bonecões , fazer 5 pre- carnavais aos domingos até o carnaval ,o Pequi Elétrico a Lavagem do Coreto,e um bloco de bonecões, caretas e máscaras com todo material confeccionado nas oficinas.
A iniciativa vem realizando parcerias com os artistas locais , Pedro Souza e Seu Humberto. Com o intuito de fortalecer as ações culturais do município.

Confiram algumas fotos das oficinas e dos Pré – Carnavais aos domingos do mês de janeiro de 2013. Demais fotos podem ser conferidas na página do projeto.




Mandu - Carnaval Tradicional 2013


Som automotivo fora dos padrões serão coibidos no carnaval de Rio de Contas


Nesse carnaval em Rio de Contas as autoridades competentes alertam:


Não será permitida a execução de som em via pública ou em espaços privados acima dos níveis permitidos por lei. A Polícia Militar terá seu efetivo ampliado e irá coibir ostensivamente a utilização de equipamentos de som, veículos, reboques e similares. A PM atuará em conjunto com a Prefeitura Municipal de Rio de Contas que já disponibilizou um estacionamento para os veículos apreendidos. Participam da operação ainda a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária.

Execução de som alto acima de 60 decibéis durante o dia e acima de 55 decibéis durante a noite é crime ambiental previsto na Resolução número 01/90 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA). A Constituição Federal de 1988 garante ainda como direito fundamental do cidadão um meio ambiente sadio e equilibrado.

Rio de Contas completa em 2013, 100 anos de carnaval e já teve um dos carnavais mais tradicionais do interior da Bahia. Nos últimos anos os carros de som invadiram a cidade impondo um único estilo musical a todos em altos níveis de volume o que vem desagradando em muito a população da cidade. Sabe-se que som alto causa surdez temporária ou permanente, aumento da pressão arterial, insônia e irritabilidade. Alguns estudos sugerem que a exposição ao som alto pode ainda causar ainda impotência sexual.

Com a atuação ostensiva do Ministério Público, das Policias Militar, Civil e Rodoviária e da Prefeitura Municipal de Rio de Contas espera-se que esse quadro se transforme trazendo um alívio para os moradores da cidade e abrindo espaço para que todos possam se expressar sem infringir o direito do outro.

Em contraponto a essa situação a ONG Oásis através do Ponto de Cultura Ciranda de Bonecos está promovendo o projeto Mandu Carnaval Tradicional com oficinas de mascaras,caretas e bonecões, Pré carnavais pequi elétrico e a lavagem do coreto com o objetivo de fortalecer a identidade cultural do carnaval de Rio de Contas que vem se descaracterizando a cada ano. 

Mais informações do projeto Mandu:
www.manduriodecontas.wordpress.com

Lembrando que além de infringir a Constituição Federal, a legislação ambiental e o decreto municipal a poluição sonora é caracterizada como ilícito criminal sendo passível de prisão em flagrante.

Segundo a recomendação do Ministério Público da comarca de Rio de Contas:
1) A Prefeitura municipal deverá implantar um sistema de fiscalização 24 horas trabalhando em conjunto com as Polícia Militar e Civil.
2) A Polícia Militar, ao constatar através de medição com decibelímetro ou de testemunha presencial, deve encaminhar imediatamente o infrator para a o posto policial ou delegacia mais próxima para registro da ocorrência efetuando ainda a apreensão do aparelho de som e / ou do automóvel (em caso de som automotivo).
3) A Polícia Civil deve além de registrar a ocorrência apreender o veículo e / ou aparelhagem de som lavrando o auto de apreensão e somente liberando o mesmo através de autorização judicial.

Legislação pertinente:
* Constituição Federal de 1988: arts. 127 caput, 129 II c/ e art. 225, caput
* CONAMA: Resolução numero 01/90 (NBR 10-.151)
* Lei de Contravenção penal arts. 42 III, Lei 9.605/98 – art. 54
* Decreto municipal Rio de Contas: 096/2011

Arte Rupestre em Rio de Contas


A notícia abaixo está no Blog "O Paiz" que é um Blog de opiniões e notícias, sobre arte, cultura, política e esportes. Representa a opinião dos seus autores e está aberto à participação dos leitores. O título O PAIZ é uma homenagem ao antigo jornal carioca, cujo último editor, Antônio Alves de Souza, é tio-avô de um dos autores, Ricardo Stumpf Alves de Souza. O PAIZ é a fusão dos blogs Segunda-feira e do Dico editados até o final de 2012. Adriano Araújo e Ricardo Stumpf são os autores do Blog. O endereço do blog é: blogopaiz.blogspot.com.br


Figura zoomorfa pré-histórica, aparentemente representando uma ema.
          A apenas poucos quilômetros da sede do município, no Distrito do Brumadinho, está uma amostra da arte dos nossos antepassados, sobre a chamada Pedra do Cauã, um grande maciço rochoso cuja parte frontal desabou, levando consigo parte das pinturas e das gravuras representadas sobre ele.
          Este painel artístico corre perigo, por não ter ainda sido reconhecido pelo IPHAN, Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional, responsável legal pela guarda dos tesouros arqueológicos brasileiros.
Pedra do Cauã

        Apenas os moradores do local tem se esforçado para preservar este monumento, um verdadeiro recado deixado sobre a pedra por nossos ancestrais de milhares de anos atrás. Até agora, nenhum arqueólogo veio visitar o local, cuja visitação está restrita apenas para pessoas conhecidas.

       Com o desbamento da parte frontal, muitas figuras ficaram divididas, em blocos separados. 
     As pinturas predominantes são em ocre, mas também existem algumas na cor vermelho escuro e também gravuras de baixos relevos, semelhantes às encontradas nas itaquatiaras mostradas na edição passada deste blog.
Baixos relevo escavados sobre parte do bloco desabado
     Uma escavação arqueológica, que removesse o entulho do desabamento poderia estabelecer datações e encontrar mais figuras, ocultas pelas camadas de soterramento.
 Pintura deteriorada

     E recuperar partes de desenhos que se desprenderam, recompondo-os e procurando entender a quetradição pertencem, ajudando a reconstruir a pré-história do nordeste brasileiro...

 Desenhos de curvas de rios ou raios solares?
     E procurando desvendar o imaginário destes nossos ancestrais tão remotos, que habitavam esta região há milhares de anos atrás.
    Água corrente?
     E nos deixaram estes recados enigmáticos.
     Atenção visitante, se você conhece este local, por favor não divulgue sua localização. A melhor maneira de protegê-lo é mantendo-o longe da visitação. Se for visitá-lo, por favor não acrescente nada às pinturas, preserve-as.

sábado, 26 de janeiro de 2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Memórias de um carnaval que se perde em lembranças


Com idade de 15 anos subi pela primeira vez as ladeiras de Rio de Contas, toda de pedregulho e cascalho, fui em busca de um carnaval que diziam ser de machinhas, máscaras e o povo na rua se divertindo. Ao chegar ao topo da serra me assustei com o que vi, pois o carnaval de machinhas e máscaras não existia mais, tinha lá um palco enorme com bandas de axé, muita gente em blocos concentravam-se de acordo com as classes sociais a que pertenciam. Ao lado do antigo presídio diversos blocos disputavam seu espaço. Na “muvuca”, no “gargarejo”,  a grande plebe, tive a clara experiência da divisão de classes numa festa que era para ser popular. Fiquei um tempo observando aquilo e pensei que os carnavais de machinhas tivesse acabado. Sai meio sem rumo e de repente escutei longe uma letra distante: “tá pensando que cachaça é água? Cachaça não é água não...” fui subindo em direção à igreja matriz e encontrei um caminhão ou somente sua carroceria, não me lembro bem, servindo de palco e um grupo de animados foliões se divertindo ao som dos antigos carnavais. Ganhei minha noite misturado àqueles foliões. A partir de então sempre que estivesse pela Bahia nos períodos de carnaval passei a frequentar Rio de Contas.  O carnaval de Rio de Contas não era mais o mesmo, era um carnaval que mudava e assumia o mundo das massas e as necessidades do capital como todas as festas do gênero país a fora.

Este ano completa 100 anos de história e parece que a descaracterização e a perda da memória vêm sendo ameaçada a cada ano. O barulho na cidade tornou-se infernal no período dessa festa, carros possantes com seus paredões de som fazem disputa pelas ruas da cidade estourando nossos tímpanos e nos obrigando ouvir “toscas letras”, coreografias que simulam atos sexuais a deixar qualquer atriz e ator pornô no chinelo, a tudo isso chamam de carnaval. Tudo bem que seja essa a festa da carne, essa é sua origem, mas não significa que necessariamente tenhamos de levar isso ao pé da letra. O que marca o homem como civilizado é o aprimoramento e a melhora daquilo que o afirma como humano, não o inverso e a reafirmação daquilo que o nega. Nesses anos todos sempre temos ouvido reclamações daqueles que habitam e cuidam da cidade, vivem nessa época uma grande invasão de turistas em busca desse carnaval que tornou-se um dos melhores do estado. Muitos moradores saem de suas casas e aproveitam o “boom” imobiliário para ganhar algum; o meio ambiente sofre com a grande quantidade de lixo, merda e xixi deixada pelas ruas e mananciais da cidade, etc. teríamos uma infinidade de aspectos negativos a elencar aqui, mas não é o caso, quero tratar especificamente da “festa” e da continuidade de sua descaracterização.

A festa é bonita e tem alguns caminhos a buscar, mas pessoalmente creio que o caminho traçado pelos administradores locais não esteja no rumo certo, privatizar a praça e transformar o espaço público como o de Rio de Contas em mais uma festa de camisas no período de carnaval é um grande equívoco administrativo e grande prejuízo para a cidade e o engrandecimento cultural da mesma, muitos poderão dizer que é somente um dia, mas é exatamente assim que começa, esse ano é um dia, no próximo dois e daqui a pouco acaba o carnaval de rua e vira somente a festa fechada como ocorreu em Salvador, como vem acontecendo com as cidades históricas mineiras, como aconteceu com a micareta de Vitória da Conquista e tantos outros exemplos dos quais muitos já falidos e talvez por isso buscam agora em Rio de Contas ganhar aquilo que já não se ganha em outros lugares porque lá terá garantia de público, coisa que não vem ocorrendo em outros eventos do mesmo gênero.

Seria maior benefício para a cidade que o poder legislativo aprovasse uma lei que regulamentasse a utilização de som na cidade e o poder administrativo o executasse, que controlassem a emissão de ruídos que deterioram os prédios históricos e o ouvido de seus visitantes; que ao invés do fechamento da praça para a exploração privada com velhas atrações e sertanejo universitário oferecesse uma agenda alternativa com a velha guarda e até mesmo os nascentes artistas do estado e da região. Que se pensassem um carnaval, não para se consumir e atender a indústria cultural de massas, mas para aprimorar e melhorar o gosto musical das novas gerações. Que incentivassem as crianças a se fantasiarem e saírem pela rua como espaço público e seguro sem divisões de tapumes que separa o que pode daquele que não pode pagar; que os velhos tivessem alegria ao saírem no parta de suas casas e em suas espreguiçadeiras aliviasse a saudade do passado das velhas marchinhas e das suas fantasias tão características e não a terem de sair da cidade por não suportarem o barulho em que ela se transforma.

Euvaldo Cotinguiba Gomes

Redução nas contas de energia?

Os humoristas acham que não! será que eles podem ter razão?


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013